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SENAI

Notícias

Novas estratégias de investimento serão aplicadas na Fapesp

O professor Marco Antonio Zago é o novo presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Ele graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, onde obteve títulos de mestre e doutor, tendo realizado o pós-doutorado na Universidade de Oxford. É secretário de Estado da Saúde do Governo do Estado de São Paulo; foi reitor e pró-reitor de Pesquisa da USP; presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); coordenador do Centro de Terapia Celular de Ribeirão Preto (Cepid Fapesp); diretor clínico do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e membro da Comissão Nacional de Biossegurança. O professor conversou conosco para debater os desafios da nova gestão e da importância do investimento em ciência e pesquisa no País.

 

Zago conta que os desafios centrais são, em primeiro lugar, promover a recuperação da condição econômica de financiamento da fundação. Ele diz que isso não depende diretamente do conselho, mas sim da arrecadação do Estado de São Paulo, que sofreu uma redução significativa a partir de 2014. O presidente explica ainda que essa alteração no repasse, apesar de sensível às três universidades públicas do Estado (Unicamp, Unesp e USP), foi em parte compensado pelo uso do fundo de reservas financeiras da Fapesp, que existe desde sua instituição. Tanto a capacidade de investimento em pesquisa quanto o fundo de reserva são esperados para terem gradual recuperação.

 

O segundo desafio é dar continuidade a projetos que representem missões da Fapesp, como as bolsas. Zago explica que elas são de suma importância: dado o panorama do quadro de ciência e tecnologia de São Paulo, pode-se ver que o sucesso do Estado depende do capital humano que ele apresenta para pesquisas, e a grande formação dessa força de trabalho técnica e intelectual é incentivada pela Fapesp através de suas bolsas, que correspondem a cerca de 43% do investimento da instituição, segundo seu presidente. Ele ressalta, porém, que os recursos aplicados nesses projetos precisam ser redirecionados para áreas mais estratégicas e que tragam retorno mais prático à sociedade, a serem acordadas entre a academia, institutos de pesquisa, secretarias de pesquisa e o setor produtivo. O investimento deve dobrar entre 2018 e 2023, passando de 5% para 10%.

 

Por fim, Zago comentou a questão dos investimentos em pesquisa por parte do governo federal. Ele aponta uma notória redução dos recursos direcionados à ciência e tecnologia nos últimos anos, e diz que isso precisava ser, de alguma forma, recuperado. O professor cita o período em que presidiu o CNPq, momento em que houve estabilidade orçamentária e uso progressivo dos fundos setoriais, antes bloqueados, de forma que geraram recursos significativos para o quadro de pesquisas no País. No entanto, esses fundos passaram por novo bloqueio, causando um enorme vácuo orçamentário, e essa medida do governo é uma tentativa mal-sucedida, segundo Zago, de reparar os danos causados por esse novo bloqueio. Para ele, as soluções que de fato funcionariam seriam o desbloqueio novamente desses fundos, o que parece inviável, dada a situação econômica do País, e a criação de um fundo privado para incentivo à pesquisa.

 

 

 

(Fonte: USP - 04/10/18)

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