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SENAI

Notícias

Sebrae-SP fornece consultoria na área de gestão ambiental

Diagnóstico, planejamento, implementação de boas práticas e acompanhamento constante é a receita do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para fomentar iniciativas de ecoeficiência. Na última quinta-feira, dia 26/06, a entidade divulgou os resultados de seu projeto-piloto de gestão ambiental, que envolveu 125 empresas de oito setores no Estado de São Paulo. Pelo projeto, o Sebrae estudou práticas em segmentos como cerâmica vermelha, plásticos, curtumes, produtores de cachaças e lavanderias industriais.

 

Com a finalização do projeto-piloto, a entidade formatou um serviço de consultoria que será oferecido a associados que pretendem melhorar suas práticas e buscam gestão ambiental com retorno financeiro para a empresa. "Com um projeto estruturado é possível trazer mais competitividade para as empresas de pequeno porte", destacou Alcides Lopes Leão, professor do laboratório de resíduos sólidos e compósitos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que participou do projeto.

 

Como metodologia, o Sebrae avaliou e realizou diagnóstico em todas as participantes do projeto-piloto e entregou relatórios com sugestões para implementar ações capazes de trazer ganhos na área ambiental. Durante o estudo, a equipe do Sebrae percebeu que, no universo das micro e pequenas empresas, ações simples são capazes de criar grandes impactos e despertar o desejo do empresário para aprender mais sobre gestão ambiental e preservação do meio ambiente.

 

No segmento de cerâmica vermelha, por exemplo, os resultados foram animadores. Os diagnósticos realizados detectaram que falhas nos processos industriais e a falta de revisão de instalações elétricas eram os grandes responsáveis pelo desperdício de energia. Com ações simples, como a troca de fusíveis, criação de procedimentos para ligar e desligar equipamentos e limpeza de motores, as empresas associadas ao Arranjo Produtivo Local (APL) de Tambaú (SP) tiveram economia de até 40% nas contas de energia elétrica. "Em algumas empresas, a fatura chegava a R$ 40 mil, e esta economia trouxe fôlego financeiro", comenta Mariana Meirelles Schouten, coordenadora do APL Cerâmicas Vermelhas de Tambaú.

 

Com resultado imediato, os empresários se aprofundaram em questões de ecoeficiência e buscaram oportunidades de redução de custos e de ganhos ambientais com a revisão de todo o processo produtivo. O comportamento mudou até mesmo em relação à compra da madeira que é queimada nas caldeiras - que foram revisadas para reduzir a emissão de gases agressivos ao meio ambiente. "Só compramos eucalipto certificado e estamos nos organizando para ter um selo verde nas cerâmicas produzidas neste pólo", comenta Mariana. Para os produtores, a obtenção do selo é uma importante estratégia para agregar valor aos produtos, ampliando o lucro das empresas.

 

Para o professor Alcides Leão, da Unesp, a vantagem do programa concebido pelo Sebrae é que ele leva em consideração a sustentabilidade ambiental e financeira dos negócios. "Isso nos ajuda a convencer os empreendedores a avaliar seus negócios e a buscar melhorias," diz. O desperdício de matéria-prima é o grande vilão e barreira para o crescimento das empresas de pequeno porte.




(Fonte: Valor Econômico - 30/06/2008)

 

 

 

 

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