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SENAI

Notícias

MCT/Finep vai lançar editais de apoio à inovação tecnológica

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vai lançar em breve importantes editais de fomento a apoio técnico em prol da inovação tecnológica no País. Ao todo serão direcionados cerca de R$ 130 milhões em três chamadas públicas no âmbito do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) e duas no programa Pró-Inova. De acordo com o coordenador geral de Inovação Tecnológica do MCT, Reinaldo Fernandes Danna, os editais para serviços tecnológicos e extensão tecnológica do Sibratec com recursos totais de R$ 80 milhões devem ser lançados até o fim de junho. O terceiro componente do Sibratec, de apoio aos Centros de Inovação, com verba prevista de R$ 40 milhões, será feito por meio de encomenda tecnológica em 2008. Já o Pró-Inova, com orçamento de R$ 10 milhões, vai apoiar eventos técnicos que promovam a inovação e auxiliar os núcleos de inovação tecnológica, as entidades tecnológicas setoriais e as associações estaduais de metrologia. O Pró-Inova será lançado no segundo semestre do ano.

 

O edital para as redes de prestação de serviços tecnológicos às empresas de pequeno porte tem por objetivo reequipar e modernizar laboratórios que pertençam a uma rede, principalmente à do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), já que o órgão credencia laboratórios segundo normas estabelecidas, seja para calibração de instrumentos para as empresas, seja para a certificação de produtos. "Os empresários, para exportar e ganhar mercado, têm que trabalhar de acordo com as normas," diz o coordenador de Inovação Tecnológica do MCT. "Nossa indústria sofre concorrência acirrada dos produtos internacionais e também tem dificuldade de colocar nossos produtos em outros países, principalmente por causa das barreiras técnicas, com o não atendimento às especificações das normas externas. A idéia é que as empresas possam ter apoio para se fortalecer."  

 

Extensionismo tecnológico

 

O outro componente do Sibratec é a extensão tecnológica. Em cada estado, será estimulado o surgimento de Arranjos Institucionais Locais para governança das atividades de extensão tecnológica. "Queremos que os governos estaduais, as entidades empresariais, Sebrae, Senai, IEL/CNI e os laboratórios de institutos de pesquisa discutam uma maneira de acoplar o atendimento da extensão trabalhando com as prioridades das políticas federais, como o Plano de Ciência e Tecnologia, o Plano de Desenvolvimento Produtivo, a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce 2) e o Complexo Industrial da Saúde, com as prioridades locais para o atendimento a um número limitado de setores," diz Reinaldo Danna. Cada consórcio estadual terá uma instituição líder que vai receber os recursos e definir como serão utilizados.

 

O extensionismo prevê a visita de técnicos a empresas para analisar os processos de produção, identificar problemas e implementar soluções nas fábricas. O extensionista faz uma radiografia da empresa e determina os problemas tecnológicos. Ele pode resolver alguns pontualmente como o layout, a distribuição das máquinas, ou sugerir a substituição de máquinas para melhorar o sistema produtivo e pequenas correções no produto. "São medidas simples que trazem um impacto muito grande, da ordem de 20 a 30% na melhoria dos processos produtivos das empresas," explica Danna.  O atendimento custa, em média, R$ 10 mil. O MCT vai subsidiar até 70%. O Arranjo Institucional vai arcar com até 20%. E a empresa, com 10%, ou seja, R$ 1 mil. "Nossa meta é estabelecer 20 arranjos institucionais nessa primeira etapa. Queremos atender a todos os 27 Estados, mas vai depender da disponibilidade de mais recursos."

 

O terceiro componente do Sibratec é o apoio a centros de inovação, que podem estar, por exemplo, num laboratório de universidade, centro de pesquisa ou no Senai. "No Brasil, temos várias iniciativas e equipes trabalhando nos mesmos temas. A idéia é trabalhar em rede essas equipes num tema específico, selecionado," explica o coordenador de Inovação Tecnológica do MCT.  "Queremos que o conhecimento e a infra-estrutura desses centros atendam às necessidades das empresas que se socorreriam dessa rede para resolver seus gargalos tecnológicos." Inicialmente, a idéia é começar a estimular 11 redes nas áreas de tecnologia da informação, TV digital, produtos de saúde e equipamentos de saúde, entre outras. O edital das redes tecnológicas ainda está sendo organizado e o apoio aos centros deve ser feito por meio de encomendas tecnológicas em 2008.

 

Pró-Inova

 

O coordenador geral dos Serviços Tecnológicos do MCT, Reinaldo Ferraz, explica que o Pró-Inova é um programa de mobilização para a inovação com duas vertentes: promoção de eventos técnicos e apoio a núcleos de inovação tecnológica, entidades tecnológicas setoriais e associações estaduais de metrologia que orientem sobre patenteamento e sobre processo de transferência de tecnologia. "Os eventos são espaços de divulgação dos instrumentos de inovação. Temos criado formas de apresentar os mecanismos de fomento à inovação de uma maneira mais criativa do que a simples apresentação da legislação e das linhas da Finep e do CNPq. Procuramos mudar o linguajar, porque a gente fala MCTês, Finepês e CNPquês. Estamos tomando cuidado com a linguagem e a maneira de apresentar os instrumentos," afirma Ferraz.

 

A outra vertente da agenda do Pró-Inova é promover mais uma rodada de apoio aos núcleos de inovação - já existem 70 núcleos no Brasil com auxílio do MCT - e às associações estaduais de metrologia formadas em 16 Estados com recursos para custeio, bolsas de pesquisa, formulação de estudos e de eventos. O edital ainda tem de ser aprovado pelo ministro Sergio Rezende e pelo secretário-executivo do MCT, Luiz Antonio Rodrigues Elias, mas a previsão é de que seja lançado no segundo semestre.

 

 

(Fonte: Notícias Protec - 17/06/2008)

 

 

 

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