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SENAI

Notícias

Artecola desenvolve contraforte ecológico no Edital Inovação

Fundada há 60 anos, a Artecola é hoje uma das mais importantes empresas produtoras de adesivos industriais, contrafortes e couraças, laminados especiais, cabedais e bordos plásticos industriais da América Latina. Além de ser reconhecida no mercado calçadista, o grupo atua também em diferentes mercados como o setor moveleiro, automotivo, de papel e embalagens. A empresa gaúcha conta com 13 plantas no país, México, Argentina e Colômbia, com três centros de distribuição próprios no Brasil, Chile e Peru, além de uma rede de distribuidores exclusivos em toda a América Latina.  

Como empresa que é referência em insumos químicos e suprimentos industriais no continente, a Artecola investe cerca de 2% de sua receita líquida de US$ 200 milhões anuais, ou seja, US$ 4 milhões, em pesquisa e desenvolvimento, conta o gerente de tecnologia, Marcos Wendt. São investimentos em laboratórios e treinamento para cerca de 1.200 funcionários, distribuídos pela América Latina. Mas o foco de P&D da empresa se dá principalmente no centro de pesquisa da matriz em Campo Bom (RS). Ali, foi desenvolvido em parceria com o Senai o contraforte Artedur RX 5000 por intermédio do Edital Inovação 2004.

O componente fez parte de um projeto maior que vem sendo desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Calçado Senai, de Porto Alegre: o calçado ecológico. Trata-se de uma iniciativa destinada à produção de calçados, por meio do uso de tecnologias limpas, que não agridem o meio ambiente.

 

"Houve uma convergência de interesses. A Artecola desenvolvia a linha de forma embrionária e o Senai nos procurou pedindo um contraforte com componentes mais naturais, biodegradável, que trabalhe com temperaturas baixas em função do tipo do couro que estavam usando. Fizemos algumas modificações e o produto serviu muito bem para o objetivo," explica Wendt. "Percebemos que poderíamos colocar o produto no mercado e passamos a vender para grandes fabricantes de calçados com boa aceitação." Segundo o gerente, em 2006 essa linha de produtos participou com 5 % sobre a receita líquida total da unidade laminados e já em 2007 esta participação aumentou para 12 %. "O Senai nos orientou como aplicar o produto e houve uma troca de conhecimento muito importante. Tivemos um grande retorno de exposição positiva da nossa imagem por causa do Edital Inovação," lembra Wendt.

 

Além do menor impacto ambiental, com a redução de resíduos gerados no processo de fabricação e com a capacidade de minimizar o uso de produtos sintéticos, o contraforte desenvolvido pela Artecola é entregue já cortado para as fábricas no formato desejado, diminuindo as sobras. "A Artecola desenvolveu uma técnica nova de fabricação em que não há sobra alguma de contraforte. Isso é um ganho significativo. A empresa calçadista eliminou essas aparas em seu processo produtivo. Essa é uma inovação ambientalmente correta," afirma a gestora do projeto do calçado ecológico e responsável pelo setor de pesquisa aplicada do Centro Tecnológico do Calçado Senai, Carmen Serrano.

 

Carmen Serrano explica que, para o ecocalçado, também foi desenvolvido um couro sem cromo no laboratório do Senai. O processo de curtimento utiliza componentes químicos com baixo grau de toxidade, sem metais pesados, como chumbo, mercúrio e cromo-exavalente, prejudiciais à saúde do trabalhador. Com isso, o couro pode ser facilmente descartado quando ficar velho, porque os resíduos não causarão danos ao meio ambiente.

 

O sapato ecologicamente correto vai demorar um pouco mais para chegar aos pés do consumidor. "Concluímos o projeto em 2006, submetemos a idéia ao edital Finep/Sebrae e fomos contemplados. Estamos capacitando agora três pequenas indústrias para fabricar o calçado ecológico," diz Carmen. O projeto do calçado ecológico, desenvolvido em parceria com o Senai Nacional, recebeu investimentos de R$ 85 mil.

 

(Fonte: Notícias Protec)

 

 

Entrevista

 

Nesta entrevista ao Senai, Sílvio Aurélio Jaeger, gerente da Unidade de Negócios Laminados da Artecola, trata da importância de investir em inovações tecnológicas como solução para o desenvolvimento da indústria calçadista.

 

Como é o projeto desenvolvido em parceria com o Senai?

 

Sílvio Aurélio Jaeger - O projeto visa ao desenvolvimento de calçados com o uso de tecnologias limpas, que não agridam o meio ambiente de alguma maneira, por meio dos componentes ou dos processos utilizados na fabricação destes, bem como dos calçados.

 

Quais as expectativas dessa união?

 

Sílvio Aurélio Jaeger - A qualificação dos técnicos formados pela escola, tendo como conseqüência direta a melhoria técnica do setor calçadista, por meio da disseminação de inovações que agreguem valor ao setor, em quesitos como design, processos de fabricação, melhores componentes e qualidade do produto final. Esperamos, também, despertar, cada vez mais, a consciência de que o uso de tecnologias limpas é um caminho sem volta e que o setor precisa caminhar nesse sentido.

 

Quais os resultados obtidos até agora?

 

Sílvio Aurélio Jaeger - Atualmente, muitos técnicos formados pela escola ocupam postos importantes nas indústrias, agregando conhecimento e contribuindo para qualidade em geral dos produtos fabricados, o que reflete no sucesso alcançado pela indústria calçadista no mercado interno e no exterior.

 

Qual é a importância do Senai no processo?

 

Sílvio Aurélio Jaeger - O Senai atua como catalisador e divulga o uso dessas tecnologias limpas e da aplicabilidade nos calçados fabricados nesse projeto.

 

Quais são as próximas novidades na parceria?

 

Sílvio Aurélio Jaeger - Além dos contrafortes e couraças produzidos com tecnologias limpas, e que não geram resíduos durante sua aplicação ao calçado, trabalharemos com novos adesivos produzidos dentro deste conceito, sem agredir o meio ambiente.

 

 

 

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