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SENAI

Notícias

Senai/Cetiqt é referência nacional para indústria química e têxtil

Roupas feitas de tecidos bactericidas, com protetor solar e que controlam o suor. Lingeries com hidratante e que prometem proteção contra infecções. Jaquetas com tecnologia Blue tooth (tecnologia sem fio). A inovação está nas passarelas. As grandes empresas e indústrias têxteis investem maciçamente em pesquisa de novas fibras e softwares para fornecer ao consumidor mais do que estilo. O que pode parecer luxo ou mesmo extravagância, é simplesmente a resposta a uma demanda da sociedade.

 

No Brasil, uma das instituições de destaque nesse segmento é o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Cetiqt) do Serviço Nacional da Indústria (Senai), localizado no Rio de Janeiro. Com um campus de 50 mil metros quadrados, corpo técnico de primeira linha e cerca de 3,5 mil alunos, o Senai/Cetiqt participa dessa revolução na moda. "No momento, o vestuário está sob a ação de enormes forças transformadoras", destaca Renato Teixeira da Cunha, diretor de Educação e Tecnologia do Senai/Cetiqt.

 

E o Brasil não pode ficar para trás: a produção média nacional é de 7,2 bilhões de confeccionados (peças) por ano, sendo o segundo maior produtor de denim (matéria-prima para o jeans), o terceiro maior de malha, o quinto de confecção, tendo, em 2007, faturado US$ 34,6 bilhões. Cunha destaca que o setor têxtil e de confecção, de maneira geral, e em todo o mundo, nunca foi pródigo no patenteamento de inovações, pelo menos no que diz respeito ao resultado planejado de processos de pesquisa e desenvolvimento. "A maior parte da atividade inovadora sempre esteve concentrada nas indústrias de apoio, como fabricantes de máquinas e indústria química. Agora, no entanto, a indústria da moda está oferecendo novos produtos em ritmo frenético", destaca.

 

O desenvolvimento de novos materiais e seu emprego na produção de estruturas de fios e tecidos associado à integração com outras cadeias, como a de microeletrônica digital e de tecnologias de informação e comunicação, permitem vislumbrar, em um futuro nem tão distante, a massificação do uso de roupas funcionais que captem e transmitam energia e dados, com eficiência energética, e ao mesmo tempo em que protegerão seus usuários contra intempéries e microorganismos. Essas roupas inteligentes, acopladas a outras tecnologias, monitorarão funções vitais, enviarão sinais para laboratórios e médicos, e manterão o usuário em contato direto com os departamentos de design, informando sobre hábitos de uso e de vida do consumidor.

 

Para acompanhar esse processo, o Senai/Cetiqt possui pelo menos três grandes projetos na área de pesquisa em moda e design: a Unidade de Inovação Tecnológica com foco em enobrecimento têxtil e design, o estudo antropométrico com medidas extraídas por meio de escâner de corpo e o laboratório de ótica para calibração de instrumentos aplicados em colorimetria. Segundo Cunha, o investimento na Unidade de Inovação Tecnológica, com foco em Enobrecimento Têxtil e Design, é um dos maiores já feitos pela instituição e conta com recursos do Senai - Departamento Nacional (DN), da Finep e do próprio Senai/Cetiqt. São sete laboratórios, 12 salas de aula, área piloto para desenvolvimento de produtos e processos e ambientes de exposição, convivência e criação. O setor tem por objetivo integrar as áreas técnicas, notadamente o Design e a Engenharia Têxtil, para permitir a captação, o desenvolvimento e a geração do conhecimento para a difusão da informação tecnológica e agregação de valor aos produtos têxteis.

 

Em 2007, o Senai/Cetiqt adquiriu uma das tecnologias mais inovadoras no que se refere à medição tridimensional e automatizada do corpo humano: um escâner de corpo. A tecnologia permitirá o início de uma pesquisa sobre as medidas do corpo da população brasileira adulta (homens e mulheres), o que possibilitará, futuramente, o desenvolvimento de itens de vestuário mais adequados aos biótipos nacionais. "Como possível resultado, poderemos ter, também, novas bases de medidas para estudos e normalizações de produtos das áreas de calçados, mobiliário, automobilística e médica, entre outras", destaca Cunha. A idéia é medir, por meio de escâner, dez mil pessoas, divididas em partes iguais para homens e mulheres, nas regiões Sul, Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste e criar uma tabela de referência nacional. A máquina faz uma leitura dos contornos do corpo e informa todas as medidas possíveis para o computador. Ela é usada nos EUA, Inglaterra, Alemanha e França.

 

Outra iniciativa de destaque é o laboratório de referência nacional, na área de ótica para calibração de instrumentos aplicados em colorimetria, único laboratório, no Brasil, acreditado ao Inmetro para as áreas de refletância e transmitância. Ele integra o Instituto da Cor, cujos estudos são focados nos aspectos e fatores de influência da cor e conduzidos por intermédio de pesquisas aplicadas, estudos acadêmicos e serviços tecnológicos. Através de projetos aprovados em editais do Senai/DN e com recursos próprios, o Senai/Cetiqt busca a atualização tecnológica e a ampliação mercadológica na área têxtil para atuar em não-tecidos e tecidos técnicos, cujo mercado encontra-se em crescimento acelerado.

 

Cunha destaca que as inovações mundiais têm se direcionado para as quatro principais etapas da cadeia de suprimentos de produtos do vestuário: desenvolvimento/design de produto, vendas/marketing, fabricação e distribuição. Na etapa de desenvolvimento de produto, destacam-se as tecnologias que fazem uso de ferramentas que permitem que as peças de vestuário sejam criadas em 3D, sendo, em seguida, automaticamente convertidas para os tradicionais métodos de fabricação em 2D. "A etapa de fabricação se tornará um processo de conversão digital para físico, como já acontece hoje com algumas tecnologias de malharia", acrescenta. Em vendas e marketing, segundo o diretor, a expectativa é por inovações que permitam que os clientes, grandes varejistas, por exemplo, selecionem as peças que desejam comprar de forma eletrônica e sem a necessidade de amostras físicas, porém com informações precisas sobre o caimento da peça e o desempenho do produto.

 

No que se refere à distribuição, novamente os formatos digitais também conduzem a uma revolução na forma pela qual a cadeia de suprimentos funciona. Cunha acrescenta que a inovação em design e em moda está intimamente associada à determinação da liderança em gestão na cadeia de suprimentos. Ou seja, quanto mais cedo um agente participar do processo de criação de novos produtos, mais chance terá de ser selecionado para gerenciar a distribuição dos itens fabricados. Por isso, a integração entre os elos da cadeia torna-se vital, pois permite gerar uma sinergia que favorece a criação de novos produtos e de novos conceitos pelos detentores de marcas e pelos varejistas.

 

 

(Fonte: Boletim Tecnológico Senai Inovação - Março 2008)

 

 

 

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