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SENAI

Notícias

Cadeia produtiva amplia negócios de pequenas empresas

Os empresários de micro e pequenas empresas do Paraná que há mais de um ano enxergaram a cadeia produtiva do petróleo, gás e energia como uma oportunidade para novos negócios já colhem os primeiros frutos. A avaliação é do consultor do Sebrae no Paraná, Pedro César Rychov Santos, coordenador do Projeto Cadeia Produtiva do Petróleo, Gás e Energia, iniciativa do Sebrae e Petrobras no Estado, nascido no final de 2006 com o objetivo de criar novas oportunidades e preparar, qualificar e credenciar micro e pequenas empresas como fornecedoras da Petrobras e de grandes empresas a seu serviço, também conhecidas como empresas-âncora.

"Mais de 100 micro e pequenas empresas participam do Projeto Petróleo, Gás e Energia e formam a Redepetro (empresas reunidas com o objetivo comum de participar dos negócios gerados em toda a cadeia produtiva). Pelo menos 20 empresas estão em avançado processo de qualificação e credenciamento e já fornecem produtos e serviços à estatal", contabiliza o consultor, que, com técnicos da Petrobras, organizou recentemente duas palestras em Curitiba, para orientar empresários interessados no novo nicho, aberto com um anúncio feito pela estatal, no ano passado, de investimentos na ordem de US$ 3 bilhões em duas de suas unidades no Paraná até 2011.

Este ano, o encontro técnico com consultores do Sebrae e técnicos da Petrobras ocorre de 26 a 30 de maio, das 8h às 18h, na sede do Sebrae em Curitiba. Durante os cinco dias, o Sebrae torna-se um Posto Avançado de Cadastramento, com consultorias gratuitas para empresas que já fazem parte do Projeto Petróleo, Gás e Energia ou nele desejam ingressar. "Teremos espaços reservados a consultorias para que empresários interessados em obter o CRCC (Certificado de Fornecedor da Petrobras) tirem dúvidas sobre condições legais, fiscais, de meio ambiente e de segurança, exigidas pela estatal", explica Rychov.

O consultor do Sebrae diz que o Projeto Petróleo, Gás e Energia, que está no seu segundo ano, abre perspectivas para as micro e pequenas empresas que, tradicionalmente, ficaram à margem dos negócios gerados na cadeia produtiva no Estado. "Os empresários de micro e pequenas empresas estão de olho nas oportunidades que os investimentos da Petrobras na Repar (Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária) e na SIX (Unidade de Negócios da Industrialização do Xisto, em São Mateus do Sul) podem representar," afirma Rychov. "Para isso, estão investindo na qualificação de suas empresas e na melhoria de seus produtos e serviços. Têm consciência que esses são pré-requisitos, não só para se tornarem fornecedores da Petrobras e de suas empresas-âncora, mas para sobreviverem no mercado."

Primeiros frutos

Michele Cristine Krenczynski, do Antroposphera Instituto para o Desenvolvimento do Meio Ambiente, participa do Projeto Petróleo, Gás e Energia pelo segundo ano consecutivo. Com seis funcionários em Curitiba, mais colaboradores, a empresária conta que a participação no projeto foi e tem sido fundamental para o instituto retomar negócios com a Repar. "Em 2007, depois de alguns anos sem prestar serviços, conseguimos fechar um novo contrato com a Petrobras. A qualificação e o aprendizado, adquiridos durante o projeto, nos credenciaram na hora de oferecer nossos serviços", comemora.

O Antroposphera desenvolve hoje projetos em Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS) para a Petrobras. As consultorias, oferecidas pelo instituto aos seus clientes, são em meio ambiente, desde tratamento de resíduos de petróleo até projetos de gestão ambiental focados no social. "O projeto do Sebrae e da Petrobras qualifica as empresas e isso acaba sendo bom porque abre perspectivas para o mercado. Com mais qualificação, surgem mais oportunidades de negócios. Preparadas, as micro e pequenas empresas podem sim ser fornecedoras de grandes empresas", destaca Michele Krenczynski.

Luiz Carlos de Souza, da Automação de Sistemas, Manutenção e Controle Ltda. (Autosiste), empresa com 45 funcionários em Curitiba, também aposta na qualificação e conseqüente visibilidade que o Projeto Petróleo, Gás e Energia dá às empresas participantes. A Autosiste, explica o empresário, fornece visores de chamas há oito anos para a Petrobras no Paraná. Os visores produzidos pela empresa são instalados em fornos de refinarias de petróleo, petroquímica, fábricas de fertilizantes e indústrias de microfusão. "Tivemos um impulso em nossos negócios", diz Souza, referindo-se ao plano de expansão da empresa, que planeja ser fornecedora da Petrobras em projetos na Argentina e Colômbia.

Oportunidades de negócios

O setor de petróleo, gás e energia é dinâmico. Responde por 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Municípios, estados e regiões, onde a presença da atividade é forte, obtêm taxas de crescimento mais elevadas. A Petrobras é o principal agente da cadeia e a forma de organização do mercado e o porte da empresa fazem que a estatal determine o funcionamento do segmento. A participação de micro e pequenas empresas paranaenses, como fornecedoras da Petrobras e de suas empresas-âncoras, é tímida. Para mudar esse quadro, no primeiro semestre de 2007, Petrobras e Sebrae divulgaram um mapa com mais de 80 oportunidades de negócios, detectadas com base em estudos e nas obras previstas na Repar e na SIX para os próximos anos, algumas já em execução.

 

 

(Fonte: Agência Sebrae - 21/05/2008)

 

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