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SENAI

Notícias

Sebrae lança o Sistema de Inteligência Competitiva Setorial

Micro e pequenas Empresas (MPEs) estão descobrindo como unir forças e trabalhar em conjunto para potencializar a presença no mercado por meio da inteligência competitiva. O que até bem pouco tempo ficava restrito a corporações de maior porte, até pelas próprias limitações de custo e capacidade de implementação das pequenas, começa se tornar realidade com o apoio do Sebrae. O órgão encontrou na gestão do conhecimento uma via interessante para estimular o crescimento das empresas menores. É o Sistema de Inteligência Competitiva Setorial (SICS), um programa que consiste na formação de núcleos setoriais a partir dos quais as informações relevantes a cada atividade econômica são coletadas, filtradas, trabalhadas e disseminadas para as empresas que integram o sistema.

 

O intuito é promover uma rede de informações e colaboração estratégica que dê subsídios para a tomada de decisão das MPEs. "Qualquer contribuição que incorpore à gestão dos pequenos negócios é fundamental. Inteligência competitiva é estratégia empresarial que deve se reverter em ganho para as empresas. Ou seja, deve funcionar como um instrumento de antecipação de risco ou de oportunidade," defende Paulo Alvim, gerente de inovação e tecnologia do Sebrae Nacional.

 

Em fase pré-operacional, o sistema agora aposta em projetos pilotos, começando pelos setores da apicultura e cosméticos. "Já estamos bem avançados e até o final do ano esperamos que os dois estejam em pleno funcionamento", diz Alvim. Além deles, o segmento de couro e calçados e também de mármore e granito estão na fila para receber o apoio e investimento do Sebrae para estruturar seus respectivos SICS.

 

Converter informações em conhecimento tático é a alma do negócio. Sendo o SICS uma proposta coletiva e setorial pode até soar estranho num primeiro instante que informações de caráter tão estratégico sejam compartilhadas dessa maneira, eliminando uma eventual vantagem competitiva daqueles empreendedores mais antenados que percebem oportunidades antes da maioria. Mas não é bem assim. As diretrizes que norteiam a iniciativa são a noção de que competir entre si não faz sentido, enquanto os principais concorrentes das MPEs são realmente os grandes players, e o fato de ser individual a forma como cada empresa reage diante das informações que têm acesso.A idéia não é dar o caminho das pedras de bandeja para as MPEs, mas, sim, alimentá-las com dados relevantes, selecionados, que permitam que elas mesmas possam ser mais assertivas nessa descoberta.

 

O ecossistema que compõe o modelo do SICS começa com a escolha da entidade- núcleo, isto é, uma associação ou outra organização nacional representativa do setor em questão na qual estará centralizada a geração e triagem de informação para todas as empresas do sistema. Ao Sebrae cabe o papel de indutor do processo de estruturação do SICS por meio da orientação metodológica e auxílio inicial na captação de parceiros e recursos. Nessa fase piloto, porém, ele entrará com parte do capital, até para atestar a eficiência do modelo. "Estamos investindo para que esses primeiros setores se estruturem, tenham pessoas capacitadas e desenvolvam alguns produtos de inteligência competitiva para que em dois anos esses sistemas alcancem a auto-sustentação", afirma Edson Fermann, gerente-adjunto da unidade de acesso à inovação e tecnologia do Sebrae Nacional.

 

"Trata-se de um serviço gratuito, em que toda a interação deve acontecer pela internet, em sites especiais criados para cada setor. Bastará que o interessado se credencie para ter acesso às informações", explica Paulo Alvim. Segundo ele, é possível que mais adiante as próprias entidades nucleares criem produtos mais sofisticados e também passem a oferecer algumas modalidades de serviços pagos, além da informação pública disponível nesses canais. Apesar de não subsidiar todos os setores, o Sebrae está à disposição para auxiliar entidades de outras atividades econômicas que desejem implantar o modelo do SICS desde já.

 

O SICS ainda é uma aposta que tenta ampliar para o âmbito nacional algumas experiências em inteligência competitiva nas unidades estaduais do Sebrae, que inspiraram a criação do programa. Entre esses exemplos figura o da cadeia de petróleo e gás, em Minas Gerais. Pertencente à Redepetro do Estado de Minas, a Simper Parafusos, empresa familiar de Contagem com 23 funcionários, é um dos pequenos negócios que vêm conseguindo conquistar seu espaço graças a oportunidades geradas pela inteligência competitiva setorial.

 

Em 2007, a Redepetro lançou o projeto piloto do núcleo de inteligência competitiva (NIC) para a cadeia de petróleo e gás local. Para isso, foram escolhidas 18 empresas de todos os portes no Estado que atuavam nesse mercado, que apesar de não ter mar, concentra fornecedores da cadeia, entre elas a Simper. Com o orçamento restrito como qualquer outro negócio desse porte, com a Simper não era diferente. "É difícil para uma pequena indústria fazer investimentos. Às vezes se prefere comprar uma máquina nova que investir em conhecimento e aprimoramento. Além disso, tem também as restrições quanto ao alcance aos grandes clientes", lembra Simone Kac, diretora de marketing da Simper.

 

Sem condições de dedicar uma pessoa exclusiva para fazer buscas dessas informações estratégicas para a companhia, a iniciativa do NIC-Minas agregou esse instrumento importante para a fabricante de parafusos, além de permitir o acesso a grandes clientes, um relacionamento que sozinha talvez jamais conseguisse conquistar.

 

"Esses acessos se fizeram possíveis porque tivemos a chance de conhecer um processo que nos permitiria evoluir e andar junto apoiado e apoiando outras empresas também. Quando juntam pequenas, médias e grandes empresas, a cadeia de fornecimento está toda completa ali. Você tem acesso direto às pessoas que compram, tem a oportunidade de mostrar o seu trabalho que muitas vezes não é o mais barato, porém pode ser o melhor, mas que você só consegue mostrar se tiver esse relacionamento", argumenta Simone. Com menos de um ano, ainda não é possível colocar o retorno financeiro da iniciativa na ponta do lápis, mas Simone garante que a partir dela já conseguiu inclusive beneficiar outras empresas, intermediando parcerias com as companhias participantes do projeto.

 

 

(Fonte: B2B Magazine - 20/05/2008)

 

 

 

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