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SENAI

Notícias

IPT e Farmanguinhos se unem no combate à tuberculose

O tratamento da tuberculose, doença que atinge milhares de pessoas em todo o mundo, depende de medicamentos produzidos e distribuídos pelo poder público. No caso da tuberculose, existem medicamentos de uso popular que, muitas vezes, não funcionam de maneira adequada devido à baixa qualidade das matérias-primas utilizadas na sua produção. Para responder a esse gargalo tecnológico, o IPT desenvolveu um projeto de apoio em parceria com o Farmanguinhos, laboratório de fármacos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O objetivo foi identificar características que determinem princípios ativos de boa qualidade para a formulação de medicamentos contra a tuberculose. Assim, os laboratórios públicos nacionais poderão tornar mais rigorosa a especificação para compra da matéria-prima, que é importada.

 

O projeto, concluído em fevereiro de 2008, foi iniciativa dos pesquisadores. "Partiu da vontade dos próprios pesquisadores de executar a missão do IPT de antecipar, identificar gargalos tecnológicos, este aqui de grande impacto social e de saúde pública", conta Maria Inês Ré, coordenadora do projeto e pesquisadora do Centro de Tecnologia de Processos e Produtos do IPT.

 

Qualidade da matéria-prima

 

O tratamento da tuberculose é feito geralmente pela administração de fórmulas farmacêuticas de princípios ativos (os tuberculostáticos). Os principais são isoniazida, rifampicina e pirazinamida, e eles podem ser montados em diferentes combinações, na forma de comprimidos e cápsulas. Entretanto, uma mesma matéria-prima pode ter propriedades diferentes, dependendo de certas características físicas e físico-químicas como forma de cristalização, tamanho da partícula e solubilidade. O próprio processo de fabricação do medicamento pode ser responsável por alterações na sua ação, na forma como será absorvido pelo corpo do paciente. Ou seja, na sua "biodisponibilidade".

 

Segundo Maria Inês, é esse comportamento complexo das partículas que está envolvido na má qualidade das matérias-primas e, conseqüentemente, na baixa eficiência do medicamento. "Os laboratórios públicos são obrigados a importar o princípio ativo em licitação e acabam tendo de conviver com uma variabilidade muito grande de matéria-prima ofertada", diz a pesquisadora.

 

A parceria estabelecida com o Farmanguinhos contemplou essas necessidades, envolvendo os três principais tuberculostáticos. "Primeiro, fazemos um mapa de caracterizações das matérias-primas. Avaliamos as diferenças entre elas e tentamos associar com 'mau' e 'bom' comportamento em processo de formulação e desenvolvimento de formas farmacêuticas", explica Maria Inês. "Já temos a possibilidade dos laboratórios públicos formularem uma especificação mais rígida da matéria-prima na licitação, em alguns casos."

 

Programa tecnológico

 

Os pesquisadores continuam atuando no projeto, que foi ampliado para um programa de apoio tecnológico, em parceria com o Farmanguinhos e também com a Fundação para o Remédio Popular (Furp), ligada ao governo do Estado de São Paulo. O programa tem uma terceira etapa, de caráter inovador. Nela, serão pesquisadas formulações e técnicas que possam transformar um material fora da especificação em outro que atinja os requisitos de qualidade. Inclui-se também a caracterização de outras matérias-primas, nos moldes do projeto inicial. O Ministério da Saúde validou em março uma lista de fármacos que o governo federal pretende introduzir no tratamento da tuberculose e que devem ser incluídos no programa.

 

 

(Fonte: IPT - 24/04/2008)

 

 

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