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RETS

Notícias - RETS

Cadeia petroquímica atrai investimentos

Primeiro complexo petroquímico planejado do país, o Polo de Camaçari tem se sofisticado com novos investimentos, adensando a cadeia iniciada pela produção de bens petroquímicos básicos pela Braskem. Construída na segunda metade da década de 1970, a planta central da petroquímica tinha sido concebida para produzir 100% à base de nafta, matéria-prima líquida. No fim dos anos 2000, a revolução energética nos Estados Unidos do gás de xisto, com alto teor de etano, fez com que o insumo ganhasse escala global e fosse exportado. O insumo é mais competitivo do que a nafta e sua presença maior na matriz do setor indica que a volatilidade dos preços petroquímicos tende a ser mais alta nos próximos anos. A Braskem iniciou então estudos para adaptar suas plantas para receber etano, de olho na diversificação da matriz.

 

A planta de Camaçari era a mais próxima do Golfo dos Estados Unidos, um dos centros produtores de gás de xisto no mundo, e havia uma central de tancagem no porto de Aratu ociosa, que poderia ser adaptada para receber o etano como matéria-prima em suas operações. A Braskem investiu R$ 380 milhões para adaptar a infraestrutura logística no terminal de Aratu, no duto de interligação e na adequação tecnológica de sua unidade de petroquímicos básicos em Camaçari. Em novembro do ano passado, a empresa passou a receber os primeiros embarques. "Essa primeira linha tem a capacidade de ir até 30% de etano e estamos estudando a viabilidade de fazer outro investimento na segunda linha de produção, que também poderia ir até 30%", diz Marcelo Cerqueira, vice-presidente responsável pela unidade de químicos e vinílicos.

 

A indústria 4.0 está na agenda da Braskem, que criou, neste ano, uma área interna com profissionais especializados em inteligência artificial e novas tecnologias para apoiar as equipes industriais a criarem soluções nas plantas. A petroquímica tem usado simuladores on-line de processos produtivos para elevar sua produtividade em suas operações. "E podemos ir além na digitalização em logística e no modelo de vendas", diz.

 

Em 2015, o polo adensou sua cadeia com a chegada da Basf, que investiu € 500 milhões em um complexo de produção em escala mundial de ácido acrílico, acrilato de butila e polímeros superabsorventes. São as primeiras fábricas de ácido acrílico e polímeros superabsorventes na América do Sul, com capacidade para 160 mil toneladas por ano. Dois anos antes, a Kimberly Clark, fabricante de bens de consumo duráveis, especializada em artigos de higiene e usuária de componentes derivados do ácido acrílico para a fabricação de produtos como fraldas de bebês tinha aberto uma unidade no polo.

 

O investimento da Basf trouxe impacto de US$ 300 milhões para a balança comercial brasileira, com US$ 200 milhões via redução das importações e US$ 100 milhões em exportações. "Além de agronegócio e tintas, esse investimento proporcionou um outro pilar no Brasil que não tínhamos", diz Tania Oberding, diretora industrial do complexo acrílico da Basf em Camaçari. A Basf tem estudado como atrair mais clientes e outras empresas para o polo, para adensar a cadeia, mas não revela detalhes.

 

Investimentos como esses e o da Ford e a atração de outros elos da cadeia sofisticaram a indústria local e regional. Nas contas da economista Tânia Bacelar, o Nordeste aumentou sua participação nos desembolsos do BNDES em uma década e meia, de 5% para 15%. A participação regional no PIB nacional, que caiu a 12,5% na década de 1990, voltou a 13,5%, a mesma dos anos 80.

 

Com investimentos de € 64 milhões, a Deten ampliou sua capacidade de produção da planta de Camaçari, o que permite incrementar a produção de LAB, matéria-prima destinada à produção de detergentes biodegradáveis. O acréscimo mantém a empresa como única produtora no Brasil do material e maior produtora global, com capacidade total de 600 mil toneladas, 15% da demanda mundial. A planta pertence à joint venture, formada pela Cepsa (72%) e Petrobras (28%).

 

Uma notícia negativa veio da Petrobras, que anunciou a intenção de fechar gradualmente a produção das suas fábricas de fertilizantes localizadas em Sergipe (Fafen-SE) e na Bahia (Fafen-BA). A estatal deverá abandonar a área. O governo da Bahia tenta reverter a decisão, para evitar impacto sobre o polo, diz Paulo Guimarães, superintendente de promoção do investimento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia. "Procuramos viabilizar gás mais barato para o projeto e esperamos que a Petrobras continue operando a planta ou que um operador privado possa fazê-lo".

 

 

 

(Fonte: Valor Econômico – 29/06/2018)

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