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RETS

Notícias - RETS

Inovação é saída para elevar indústria química do CE

Com cinco fábricas e uma produção mensal estimada em 100 milhões de ampolas de solução parenteral de pequeno e grande portes (soros), a indústria química do Ceará está consolidada como líder neste segmento há um bom tempo, com volumes acima de grandes polos como São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias Química, Farmacêuticas e de Destilação de Petróleo do Ceará (Sindiquímica-CE), José Dias, em outros segmentos, como o de produtos de beleza, ainda são necessárias políticas de incentivo para impulsionar os empresários cearenses no mercado nacional.

Proprietário de uma indústria de cosméticos, a Biomátika, Dias disse ter encontrado em programas de incentivo à inovação e editais com foco no mesmo objetivo a chance de criar novas possibilidades para a área e, assim, continuar competitivo.

Foi nesta perspectiva que inscreveu-se e conseguiu financiamento de um edital da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), no valor de R$ 300 mil para seu mais novo projeto. Trata-se, segundo contou Dias, de uma máscara rejuvenescedora a base de colágeno, a qual faz uso de nano tecnologia para aprimorar uma técnica chinesa conhecida pelo industrial em um visita aquele país.

Trabalhada desde antes de conseguir o financiamento, a expectativa é de que "dentro de dois anos ela (a máscara) estará pronta para comercializar". Dias também revela que outro projeto, desta vez um hidratante revigorante, também já está em desenvolvimento à espera de algum fundo ou projeto de incentivo à inovação.

"A área química é estratégica para o governo. Vem muito dinheiro por aí para quem quer criar coisas novas", destacou, dando como exemplo programas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o qual o Sindiquímica-CE fechou parceria para atender às demandas dos sindicalizados, e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a qual sempre lança edital privilegiando o setor.

Competição acirrada

Um dos motivos apontados pelo presidente do sindicato cearense como grande desafio é que o mercado brasileiro dos cosméticos é dominado por empresas multinacionais, o que dificulta a competitividade com as de menor porte e acaba por diversificar a formas de os empresários menores negociarem.

"Para se ter conhecimento, diariamente, são mais 60 produtos patenteados por dia, só lá em São Paulo", ressalta contando também que membros dos sindicatos sobrevivem comercializando diretamente com salões de beleza e vendas porta a porta, além do varejo. "Mas nem todas as empresas estão focadas em inovação, o que gera outras demandas para o Sebrae, como capacitação e orientação financeira", informa.

Frente a esta dificuldade e possuindo contratos de exclusividade para fornecimento de produtos com uma das maiores redes de farmácias do País, Dias ainda revelou que parte de sua fabricação está ancorada na produção de artigos de outras indústrias, sobre os quais não possui nenhuma propriedade referente às marcas.

Para incentivar

No ano internacional da química, outro projeto do sindicato, segundo revelou Dias, é a criação de um prêmio de inovação para graduados e estudantes das três linhas da química (engenharia, bacharelado e licenciatura). "Nosso principal objetivo é aproximar a indústria da academia criando a possibilidade de oferecer projetos inovadores e de utilização imediata pelas empresas", afirma.

Coordenado pelo Instituto Evaldo Lodi, o prêmio será lançado em breve. A cerimônia de entrega será 1º de dezembro.

Expectativa

"Área química é estratégica para o governo. Vem muito dinheiro por aí para inovação"




(Fonte: Diário do Nordeste - 22/08/11)

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