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RETS

Notícias - RETS

Artigo: Segmento têxtil se prepara para dar a volta por cima

Neste segundo semestre, a indústria têxtil e de confecção, entre outros segmentos geradores de mão de obra intensiva, terá a folha de pagamentos desonerada. Ademais, deverá ser unificada a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para mercadorias importadas da cadeia produtiva, na qual a guerra fiscal tem sido um dos empecilhos mais perniciosos. A boa notícia é fruto de um grande esforço de mobilização setorial, que culminou com o compromisso do ministro da Fazenda, Guido Mantega, perante dirigentes classistas representantes das empresas e trabalhadores e dos deputados e senadores integrantes da Frente Parlamentar "José Alencar".

Além da adoção das pertinentes medidas, foi instituído um grupo técnico, que já está trabalhando, encarregado de analisar e debater numerosas propostas destinadas a ampliar a competitividade setorial: fortalecimento da confecção, intensificação da fiscalização do comércio desleal de importados e criação de linhas de financiamento específicas para o setor. Esse processo de sinergia entre os setores produtivos, no caso representado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Governo e Legislativo indicam caminhos para a solução de problemas econômicos agudos.

Com as medidas anunciadas, o Governo demonstrou sensibilidade ante uma questão grave que atinge a indústria têxtil e de confecção, cuja competitividade vem sendo sistematicamente abalada pelo conhecido custo Brasil e o câmbio sobrevalorizado. Estes obstáculos tornam o setor exposto ao ataque internacional ao aquecido mercado brasileiro e a práticas pouco alinhadas às normas civilizadas e éticas do comércio mundial.

O resultado desse cenário se expressa no déficit de US$ 5 bilhões da balança comercial setorial em 2010, sendo US$ 2,17 bilhões referentes apenas às exportações e importações à China. O problema agrava-se, pois o saldo negativo no comércio multilateral nos primeiros cinco meses de 2011 foi de US$ 1,89 bilhão, alta de 46,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

A despeito de todas essas dificuldades, que nos custaram a criação de 135 mil empregos em 2010, a indústria têxtil e de confecção continua investindo (mais de US$ 2 bilhões no ano passado) e priorizando diferenciais competitivos civilizados e politicamente corretos, representados pelo respeito ao ambiente e à sustentabilidade dos recursos naturais, design avançado, tecnologia, inovação, conhecimento, novos materiais e serviços de qualidade.

O Brasil tem a 5ª maior indústria têxtil e de confecção. Possivelmente, passaremos ao 4º lugar em 2011. As empresas distribuem-se em todo o território nacional e mesclam uma base produtiva forte, ampla, diversificada e fomentadora de conhecimento e inovação. Temos semanas de moda com importância global, uma cadeia de distribuição com mais de 100 mil pontos de venda e um dos maiores mercados consumidores do mundo. A partir das medidas anunciadas, o setor agrega condições mais adequadas para se defender no contexto do assédio dos concorrentes estrangeiros ao atrativo mercado brasileiro.

Mais do que isso, pode partir para um estratégico contra-ataque, mirando de maneira ousada e viável o universo de consumo das economias com as quais temos desvantagem no comércio bilateral. É o prenúncio de uma volta por cima, viabilizada pelo diálogo e o entendimento entre sociedade e governo, elementos dos quais não se pode prescindir nas democracias contemporâneas.


Aguinaldo Diniz Filho é presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit)




(Fonte: Brasil Econômico - 25/07/2011)

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