Rio de janeiro
Agenda Inovação Outubro -   Novembro    -     Dezembro Voltar 2019 -   2020 Avançar
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • 01
  • 02
  • 03
  • 04
  • 05
  • 06
  • 07
  • 08
  • 09
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30
  • 31
RETS

Notícias - RETS

Déficit do setor têxtil cresce 43% até junho

Pressionada pelo avanço das importações, principalmente provenientes da China, a indústria têxtil e de confecção encerrou o primeiro semestre com déficit no patamar de US$ 2,260 bilhões, um avanço de 43,2% frente ao déficit registrado no período de janeiro a junho do ano passado.

Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), as importações somaram US$ 2,966 bilhões, frente aos US$ 2,253 bilhões verificados um ano antes. A entrada de produtos têxteis estrangeiros no Brasil marcou, deste modo, um crescimento de 31,7%. As exportações, por sua vez, subiram apenas 4,7%, para US$ 706,3 milhões.

"Nosso déficit caminha para o patamar de US$ 5,5 bilhões a US$ 6 bilhões em 2011. O mercado interno brasileiro está sendo entregue para a China", afirma o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho. No ano completo de 2010, o déficit da indústria alcançou US$ 3,5 bilhões.

Em termos de volume, a balança comercial do setor têxtil ficou deficitária em US$ 449,8 mil toneladas, um aumento de 8,3% frente ao primeiro semestre de 2010. O volume de importações somou 587,9 mil toneladas, alta de 5,4%, enquanto as exportações totalizaram 138,1 mil toneladas, com recuo de 3,2%.

Os números negativos da balança comercial do setor tem sido acompanhados pela queda na produção. Dados da Abit revelam que, de janeiro a maio, a produção na indústria de vestuário e confecção recuou 0,35%, enquanto o segmento têxtil apresentou perda de 11,9% na produção.

Mas os resultados do varejo de confecção não seguem o mesmo caminho. Nos cinco primeiros meses do ano, esse segmento na ponta do consumo avançou 6,86%. A continuidade no crescimento da demanda final mostra que a queda na produção da indústria têxtil não tem necessariamente correlação com possível desaceleração do consumo total no País, diante das medidas de controle inflacionário adotadas pelo Governo.

"Os produtos chineses estão substituindo os nacionais, claramente", conta Diniz Filho, enfatizando que as empresas estão ajustando a produção à queda na demanda por produtos brasileiros.

Os efeitos no emprego também têm sido fortes. Ao todo, o setor emprega 1,7 milhão de funcionários diretos. Entre janeiro e maio, foram criados 16 mil novos empregos, enquanto no mesmo período do ano passado, tinham sido criadas 45 mil novas vagas.

Há expectativas de que a situação do setor, por outro lado, possa melhorar. O Governo está prestes a divulgar um pacote de medidas de incentivos fiscais para a indústria brasileira, que incluirá os setores mais abalados pelas importações e pela queda na competitividade.

Desse pacote, a Abit espera principalmente uma redução da carga tributária na folha de pagamentos e menores encargos sobre investimentos e exportações. "Esperamos uma política de fortalecimento da confecção, que é o elo mais fraco da cadeia", afirma Diniz Filho. Ele destaca, no entanto, que se preocupa com a burocracia das medidas. "Esse é o terceiro plano desde o Governo Lula. Tem que ser pouco burocrático", completa.

O executivo espera uma recuperação do setor no segundo semestre. Para 2011, as projeções da Abit apontam para leve queda no faturamento que, no ano passado, somou US$ 90 bilhões.




(Fonte: Valor Econômico - 19/07/2011)

Instituições Associadas

ABIFINA
ABIMO
ABINEE
ABIQUIM
ALANAC
FIEMG
IPD FARMA
SEBRAE