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RETS

Notícias - RETS

Entidade Tecnológica Setorial apóia inovação na Saúde

O estouro da globalização na década de 90 e a conseqüente entrada de tecnologias e produtos importados no Brasil levaram o setor de produtos médicos e odontológicos a acelerar suas atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no País. A afirmação é de Hely Maestrello, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos e de Laboratórios (Abimo), para quem a atuação da entidade, fundada em 1962 em São Paulo, ganhou força com a necessidade de se buscar medidas de incentivo à produção nacional de equipamentos para a área da Saúde.

"O boom da globalização na década de 90 exigiu ainda mais empenho da Abimo. Mapeamos instrumentos de políticas existentes que pudessem dar suporte às empresas (incentivos, regulação, poder de compra, apoio técnico) e dos órgãos e instituições responsáveis, além de criar outros mecanismos de suporte às atividades da indústria. Muito já foi feito, mas temos muito mais a fazer", diz Maestrello.

A Associação, que faz parte da Rede de Entidades Tecnológicas Setoriais (RETS), atua na certificação e no apoio à exportação dos produtos médicos e odontológicos produzidos no País. "A função da Abimo é propiciar o diálogo entre os agentes do setor. Para tanto, desenvolvemos, ao longo de quase 50 anos de fundação, uma grande rede de parcerias, com entidades como a Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (PROTEC), a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), órgãos governamentais (Ministério da Saúde, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e do Comércio Exterior, Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério das Relações Exteriores), ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), universidades e associações de classe, entre outras", enumera Maestrello.

Para o diretor-executivo, o trabalho de entidades tecnológicas setoriais (ETS) como a Abimo é importante para a solução de problemas pré-competitivos, que atingem todas as empresas de um setor. "O trabalho associativo tem relevância para qualquer segmento. Uma empresa sozinha tem pouca representatividade para conseguir reverter uma situação que normalmente aflige mais companhias. Por isso, acreditamos que o trabalho da Abimo foi fundamental para o desenvolvimento da indústria médico-hospitalar e odontológica em diversas frentes, tais como técnica, operacional e política", afirma.

A Abimo atua nos segmentos de odontologia, equipamentos médico-hospitalares, laboratórios, implante e material de consumo médico-hospitalar, radiologia e diagnóstico por imagem. "Atendemos a micro, pequenas, médias e grandes empresas. Apesar da distinção de porte, as demandas e necessidades das companhias são semelhantes em muitos aspectos, até por atuarem no mesmo nicho de mercado: mais agilidade nos trâmites de processos junto à Anvisa, redução da carga tributária, linhas de apoio mais acessíveis para P&D, incentivo à inovação tecnológica, desenvolvimento e financiamentos. Para atuar de forma eficiente, criamos comissões e grupos de trabalho, firmamos alianças estratégicas com universidades, entidades e órgãos competentes capazes de atender as particularidades dos segmentos. Além disso, implantamos um calendário de encontros, workshops, feiras e missões que contempla todas as áreas de atuação da Abimo", explica o diretor.

Certificação e exportações

O setor de equipamentos médicos e odontológicos, que obteve faturamento de US$ 3,96 bilhões em 2008, exportou mais de US$ 580 milhões no mesmo ano. Segundo Maestrello, o trabalho da Abimo em certificação e apoio às exportações é essencial para que o setor cresça de forma ordenada e consiga diminuir a dependência das importações. "Sem normas técnicas e certificações um setor cresce desordenadamente, carente de um padrão de qualidade e desatento às tendências internacionais. As regulamentações, quando elaboradas de maneira coerente com a realidade, fortalecem a indústria médico-hospitalar e odontológica e estimulam as empresas a perseguirem a excelência e a oferecem ao mercado insumos, equipamentos e serviços de qualidade. Na área da Saúde este compromisso é crucial, afinal, lidamos com a vida, seja dos pacientes ou dos profissionais. Somado a isto, existe a competitividade entre as companhias que impulsionam a busca pelo desenvolvimento de novas tecnologias. Já as exportações, além de gerarem receita às empresas, diminuem a dependência externa de produtos de Saúde (uma área de segurança nacional), reduzem o déficit da balança comercial e elevam o patamar de produtividade da indústria brasileira, gerando reflexos para toda a sociedade", defende.

Vocação para a Saúde

Para o diretor, saber explorar o potencial da indústria de Saúde é uma vocação do País, que só tem a ganhar com o trabalho de uma ETS dedicada às demandas do setor. Maestrello defende que haja incentivos para que a atuação das entidades seja ampliada. "O complexo industrial da Saúde conta com o talento dos profissionais do setor, concentra centros de pesquisa e hospitais referência, tem uma das maiores biodiversidades para explorar e a experiência das empresas. Alinhar e aproximar o trabalho dos atores que integram a cadeia é fundamental para fomentar o crescimento sustentável e converter esta vocação nacional em qualidade de vida e riquezas para o País. Nisto consiste o trabalho da Abimo, que tem como filosofia a inovação. Muitas ETS, assim como a Abimo, têm uma pauta de reivindicações bastante extensa para criar a infraestrutura ideal que comporte a inovação. Por isso, muitas vezes a agenda tecnológica fica em segundo plano. Para inverter a situação, a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada pelo Governo no ano passado, precisa ser implantada. A proposta tem como principais instrumentos a ampliação do financiamento público, a desoneração tributária e o aumento do gasto público com inovação", afirma.

Ainda assim, Maestrello vê com otimismo o cenário da inovação tecnológica no setor. "Nossas projeções são positivas. Segundo uma pesquisa do Iemi (Instituto de Estudo e Marketing Industrial) encomendada pela Abimo, a indústria investiu 5,2% do faturamento em 2008. Sabemos que este índice pode crescer, mas ele já demonstra a preocupação e o esforço das empresas em inovar e criar expertise na área. A inovação deixou de ser foco apenas das grandes empresas e começa a ser inserida nas médias e pequenas empresas. A disseminação dos avanços em biotecnologia e nanotecnologia inspira muitas associadas a enveredar por este caminho. Daqui a 10 anos, acredito que teremos surpresas agradáveis em relação ao que a indústria nacional irá disponibilizar ao mercado, especialmente nos segmentos de neonatal, hemodiálise e tecnologia para ultrassom", detalha Maestrello.

RETS

Para o diretor-executivo da Abimo, o trabalho da RETS viabiliza a inovação no País, mas ainda é preciso divulgar a atuação da Rede junto às empresas. "São essas iniciativas que tornam viáveis as pesquisas no Brasil. Unificar programas de pesquisa, linhas de financiamento e serviço de identificação de demandas cria um ambiente favorável à pesquisa aplicada, desenvolvimento e capacitação dos setores produtivos locais. No entanto, é preciso lançar campanhas didáticas sobre o trabalho das RETS. Por meio de orientação e estímulo, as empresas poderão desenvolver projetos mais assertivos", conclui.


(Fonte: Juliana Alvim para Notícias PROTEC - 02/10/2009)

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