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RETS

Notícias - RETS

Entidades Tecnológicas Setoriais promovem apoio técnico

As Entidades Tecnológicas Setoriais (ETS) são importantes parceiras de seus associados ao promover apoio técnico por meio de consultorias tecnológicas, capacitação de profissionais e a disponibilização de laboratórios próprios para ensaios e testes. Isso tudo sem descuidar de sua principal função, que é a articulação política. "Uma ETS também pode dar suporte técnico às empresas e pode ir além, desempenhando funções de desenvolvimento tecnológico, ou seja, apoiando a empresa nos seus projetos de inovação tecnológica," disse o diretor geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (PROTEC), Roberto Nicolsky, no painel "Apoios não financeiros", durante o VII Encontro Nacional da Inovação Tecnológica (Enitec).

 

Nicolsky ressaltou a importância de os editais de subvenção da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) contemplarem as ETS como proponentes de projetos de inovação em nome de suas associadas. "Buscar a universalização da subvenção e das encomendas tecnológicas por meio das entidades tecnológicas setoriais é um grande passo. Esse painel mostrou que as ETS podem ter total competência para chegar a isto," afirmou o diretor da PROTEC. "Essas entidades poderiam ser perfeitamente as repassadoras de recursos para as empresas pequenas, que não podem ser alcançadas com valores de R$ 1 milhão. A idéia é destinar recursos da Finep às ETS e ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), para que repassem às empresas de menor porte."

 

O Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçados e Artefatos (IBTeC) é uma das mais completas entidades tecnológicas setoriais. Além de serviços laboratoriais próprios, de pesquisa e desenvolvimento, também oferece consultorias e treinamentos na área coureiro-calçadista. O objetivo principal é transferir o conhecimento adquirido em pesquisas, e dar oportunidade aos associados e aos clientes de maior competitividade no mercado. Para os serviços de consultoria, o IBTeC conta com profissionais para avaliar, diagnosticar e sugerir melhorias em produtos e processos, agregando valor ao produto.

 

A entidade se destaca ao ter laboratórios próprios. O núcleo de controle da qualidade presta serviços para as mais diversas empresas da cadeia coureiro-calçadista, desde os fornecedores de insumos na preparação do couro até os fornecedores de caixas para embalar os calçados. O laboratório de análises químicas atende principalmente às análises do couro e os seus insumos. O núcleo realiza cerca de 1100 ensaios mensais para os mais diferentes clientes, desde fornecedores de calçados, componentes, distribuidores, lojistas e usuários finais. "Nossos laboratórios têm que ser os mais completos para testes e ensaios porque os calçados têm que ser exportados e o nível mundial de qualidade é muito alto," disse Mário Frassati, do IBTeC.


Fundada em 1967 para preencher uma lacuna de desenvolvimento de pessoas na área de celulose e papel, a Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP) tem por objetivo promover contínuo desenvolvimento técnico. Com 2042 membros, divididos entre produtores de celulose, fornecedores e membros individuais, a ETS está direcionada principalmente a propor soluções tecnológicas a pequenas empresas. "As grandes empresas já têm um corpo técnico voltado para o desenvolvimento tecnológico. Mas as pequenas empresas não. A ABTCP resolveu fazer a ponte entre as empresas e os consultores que existem na área," disse Edison Campos.

 

Segundo ele, o objetivo é identificar pontos de melhoria do processo produtivo. Numa primeira etapa, é feito o diagnóstico das empresas, para depois se definir a magnitude das intervenções, a duração e os recursos a serem aplicados no projeto. Até o ano passado, os diagnósticos eram pagos pela ABTCP, mas as pequenas empresas não tinham recursos para continuar o projeto. "As pequenas empresas têm muitas dificuldades técnicas. Qualquer melhoria que se faça, os resultados são estrondosos," disse Campos, que ressaltou que a entidade tem parceria com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e com o Senai.

 

Em 2008, a ETS mudou de estratégia para tentar que as pequenas empresas assumissem mais projetos. "Existe um contrato que está vinculado a resultados. Se não há resultados, as empresas não precisam pagar. A ABTCP paga no início do projeto os consultores. Quando a empresa começa ter resultados positivos (lucro), ela começa a pagar os consultores," explicou Campos. "A entidade absorve os custos do projeto nas oito primeiras semanas, com um acordo de restituição paga em parcelas durante o projeto, e participação nos resultados apurado sobre resultado na última semana do projeto no valor de 30%."

 

Fundada em 1944, a Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM) conta com 4100 sócios. O diretor executivo, Horacídio Leal, explicou que a ETS já apresentou mais de quatro mil trabalhos de melhorias técnicas e criou um programa nacional de certificação de operadores. "Já certificamos mais de 1750 operadores e temos os ISO 9001 como método de gestão. Em julho, recebemos do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) a qualificação de organismo certificador de pessoas. Temos 15 ocupações com as qualificações devidamente elaboradas, três delas já foram transformadas em normas técnicas pela ABNT," contou Leal.

 

Ele destacou que a entidade desenvolveu o portal tecnológico, com uma lista de todos os laboratórios das principais universidades brasileiras, com seus equipamentos, linhas de pesquisa, e pesquisadores. "Entre as parcerias que estamos desenvolvendo, está a identificação das demandas dos pólos de siderurgia e de mineração e um futuro convênio com escolas do Senai e dos Cefets para qualificar mão-de-obra. Vamos assinar acordo de cooperação com o Inmetro para disseminar conhecimento na área de metrologia," afirmou Leal.

 

No ano passado, a ABM teve uma experiência exemplar de como seria importante para os setores industriais se as ETS pudessem ser enquadradas como proponentes no Edital de Subvenção da Finep. "Era um projeto da ABM e tínhamos a parceria de universidade e empresas. A ABM seria a coordenadora do projeto, mas a Finep queria que a universidade fosse a proponente. E as empresas não aceitaram," disse.

 

 

(Fonte: Notícias Protec com informações do IBTeC - 03/10/2008)

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