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RETS

Notícias - RETS

Entidades Tecnológicas Setoriais: Centro de Tecnologia em Dutos

As discussões recentes sobre a camada de pré-sal têm girado em torno de questões como marco regulatório, licitações, royalties e o desenvolvimento de novas tecnologias para exploração de poços. Porém, para o presidente do conselho executivo do Centro de Tecnologia em Dutos (CTDUT), Raimar van den Bylaardt, antes de se discutir grandes avanços no setor, é preciso pensar em melhorias nas tecnologias já existentes, como a de controle de corrosão em equipamentos.

"Tanto se fala de novas tecnologias para o pré-sal, quando, na realidade, os produtos e processos que hoje temos disponíveis são suficientes para o atendimento dos requisitos de produção naquelas condições, exceto pelo fato de que devem ser mais resistentes à corrosão do petróleo dos reservatórios e à pressão das altas profundidades. Não adianta pensarmos em desenvolvimento de alta tecnologia se não conseguirmos dominar a corrosão em nossos equipamentos. Estamos falando de materiais mais resistentes, que garantam maior longevidade e redução de custos aos produtos", afirma Bylaardt.

O Centro

O CTDUT, entidade tecnológica setorial (ETS) fundada em 2006 graças a uma parceria entre Petrobras, Transpetro e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), tem entre seus associados entidades como o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT).

"O Centro nasceu com o pressuposto de que o compartilhamento de suas instalações e a formação de parcerias é o caminho mais rápido e econômico para a inovação tecnológica. Por isso, efetuamos parcerias com quaisquer instituições que tenham competência para atender suas demandas. Não há intenção de desenvolver laboratórios que já existem no Brasil e nem de estruturar equipes próprias de pesquisa e desenvolvimento", explica.

Demandas

O surgimento do CTDUT atendeu à demanda do setor de dutos por instalações para testes em escala real, qualificação técnica e estrutura tecnológica e laboratorial para pesquisa e desenvolvimento (P&D). "As empresas de bens e serviços para o setor dutoviário não dispunham, até então, de instalações laboratoriais, em escala real, nas quais pudessem realizar os testes de seus produtos. Considerando o alto risco e custo de efetuar testes em dutos ativos (em uso para transporte de líquidos ou gases), as empresas eram obrigadas a utilizarem outros métodos para testar seus produtos, em geral sistemas de simulação, com custos bem mais elevados e sem a possibilidade de realizarem demonstrações práticas".

Bylaardt complementa: "Temos atendido empresas de todos os portes, nacionais e internacionais. As demandas mais comuns são para a realização de ensaios em nossas instalações que permitem testar corpos de prova em escala real, quer seja na fase de desenvolvimento de produtos como também na área de integridade estrutural, para identificar o desgaste e a resistência dos materiais. Outra demanda bastante significativa é a utilização das instalações em escala real para a realização de demonstrações de produtos para potenciais clientes brasileiros e/ou sul americanos, especialmente quando tais demonstrações em dutos ativos podem oferecer riscos às instalações ou à atividade de transporte".

O executivo explica que ainda é cedo para avaliar os impactos do surgimento do instituto no fomento à inovação do setor. "Para as empresas inovadoras, o CTDUT contribui principalmente na fase de testes de seus produtos e na demonstração de suas aplicações para o mercado, constituindo-se em uma "vitrine" do setor dutoviário. Mas a entidade começou a operar recentemente e ainda está construindo parte de suas instalações. Por isso, ainda não é possível fazer esta avaliação", esclarece.

Auxílio à P&D

Um dos destaques na atuação do Centro é o incentivo às atividades de P&D do setor dutoviário, através da disponibilização de instalações e equipes operacionais, que auxiliam os pesquisadores. "O CTDUT, como um centro de tecnologia compartilhada, tem como principal objetivo oferecer as suas instalações e laboratórios para que as equipes de pesquisa de empresas ou universidades possam desenvolver suas atividades de P&D, com total liberdade e sigilo, com seus técnicos atuando diretamente no processo. Para isso, o Centro dispõe de uma equipe técnica especializada em operação de dutos, garantido a parte operacional das pesquisas e a segurança dos pesquisadores, instalações e meio ambiente. Nos casos em que somos procurados para a realização de desenvolvimentos tecnológicos, testes de produtos na fase de P&D ou mesmo para a análise da integridade de instalações em operação, sem envolvimento do pessoal técnico da empresa demandante, o CTDUT realiza contratações de serviços junto às instituições nacionais ou internacionais, contando com os pesquisadores das instituições e a sua "inteligência" em P&D para uma parceria tecnológica", explica Bylaardt.

Qualificação

Oferecer treinamento profissional também é uma das preocupações do CTDUT, segundo Bylaardt. "Temos trabalhado sempre em conjunto com outras instituições tradicionais no segmento, como o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), disponibilizando, em nossas instalações, a parte prática dos treinamentos.A qualificação dos técnicos através da utilização de sistemas reais, mas com segurança controlada e sem colocar em risco a operação de um duto, facilita a realização de testes em escala real. Um bom exemplo é o treinamento para lançamento e recepção de pigs instrumentados ou de limpeza, operação complexa e que submete o operador a risco de vida, e que hoje é realizado no CTDUT com absoluta segurança operacional em um duto piloto. O laboratório de Integridade Estrutural, no qual podem ser rompidos corpos de prova em escala real - tubos de até 16 metros de comprimento - é outra facilidade que pode contribuir com o desenvolvimento de materiais compósitos e estudos sobre corrosão em dutos, contribuindo assim para o conhecimento tecnológico do setor".

Desenvolvimento tecnológico

Para o presidente do conselho executivo do CTDUT, o setor ainda tem um longo caminho a percorrer rumo ao avanço tecnológico. "O setor dutoviário onshore carece de novos avanços, especialmente se considerarmos os três fatores ideais para um duto: sem corrosão, sem atrito e construído com tubos leves. É evidente que estamos falando de um ideal ainda distante, mas que certamente oferece grandes oportunidades de desenvolvimento para a área de materiais. Na questão construtiva, os dutos sem faixa, construídos a partir de túneis e sem interferência com o ambiente urbano ou ambientes protegidos, são também grandes desafios para a engenharia civil. Avanços têm ocorrido e um dos exemplos é a construção do gasoduto Coari-Manaus, que empregou novas técnicas construtivas, desenvolvidas para poder enfrentar os rigores e desafios da selva amazônica. O CTDUT espera poder contribuir neste processo de inovação, desenvolvendo e testando juntamente com a indústria os novos materiais que são desenvolvidos visando a este avanço tecnológico".

A RETS

Para Bylaardt, a estruturação da Rede de Entidades Tecnológicas Setoriais (RETS) é essencial para a promoção da inovação tecnológica no setor produtivo, mas também deve atender demandas tecnológicas básicas. "As atividades de P&D de novos produtos e processos são importantes para a evolução do setor produtivo, mas antes disso é necessário que tecnologias básicas sejam perfeitamente dominadas pelas empresas, condição para o avanço tecnológico. Acredito que a oferta de serviços tecnológicos por parte das ETS, de forma a atender questões básicas de projeto, qualidade, produção e manutenção de produtos, é fundamental para a inovação no setor empresarial", conclui.


(Fonte: Juliana Alvim para Notícias PROTEC - 01/09/2009)

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