Rio de janeiro
Agenda Inovação Agosto -   Setembro    -     Outubro   Avançar Voltar 2019 -   2020 Avançar
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • 01
  • 02
  • 03
  • 04
  • 05
  • 06
  • 07
  • 08
  • 09
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30
  • 31
RETS

Notícias - RETS

Entidade Tecnológica Setorial garante inovação em metalurgia

O Brasil exportou, em 2008, US$ 19,4 bilhões em produtos metalúrgicos, valor que representou quase 10% das vendas brasileiras ao mercado externo naquele ano. Por trás do sucesso do setor no País, está a Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais (ABM), entidade tecnológica setorial (ETS) criada em 1944 para dar apoio à então crescente indústria metalúrgica brasileira.

"A ABM foi criada justamente para impulsionar o desenvolvimento industrial brasileiro, que começava naquela época. A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), primeira usina produtora de aços planos, estava sendo criada (começou a funcionar em 1946), o que exigia tecnologia não disponível no Brasil. Para se ter uma idéia, somente a partir dos anos 60 seriam criados os cursos e departamentos específicos em metalurgia em diversos estados do País", afirma Horacídio Leal Barbosa Filho, diretor-executivo da ABM.

Segundo Barbosa Filho, a missão da ABM, desde sua origem, foi a de fomentar e difundir o conhecimento técnico-científico em metalurgia, num período em que não havia cursos universitários voltados para o setor. "Era preciso qualificar pessoas para trabalhar na área e formar massa crítica que desse sustentação para o crescimento industrial. No início, isso foi feito com a realização de palestras e alguns cursos. Em 1958, dois anos antes da criação de escolas de engenharia metalúrgica, a ABM já tinha seu programa de cursos, com sete modalidades, cobrindo todo o fluxo de produção do aço", explica.

A ABM expandiu sua atuação, de acordo com Barbosa Filho, através de seminários e congressos. "Nesses eventos, especialistas das indústrias divulgavam melhores práticas, e professores e pesquisadores relatavam suas experiências no campo metalúrgico, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico". A realização de eventos e cursos, além da certificação profissional e da publicação de revistas e livros técnicos, transformaram a ABM em uma rede de conhecimento do setor metalúrgico.

"Nos últimos cinco anos, mais de 27 mil pessoas participaram de cursos e eventos da ABM. Nosso Programa Nacional de Certificação de Operadores de Máquinas e Equipamentos (PNCO), já certificou 2.039 trabalhadores. A produção de livros técnicos é desenvolvida em duas vertentes: a Coleção de Livros, com obras de difusão e referência, e a Série de Capacitação, destinada a operadores. Editamos também três revistas: a Metalurgia & Materiais, que aborda os avanços em tecnologia e gestão nas empresas e fornecedores; a Tecnologia em Metalurgia e Materiais (TMM), que publica os melhores artigos técnicos apresentados nos eventos da ABM; e a Materials Research, de caráter científico", detalha o diretor.

A importância da ABM para a indústria metalúrgica vai além da realização de eventos e da qualificação profissional. A associação promove a articulação das empresas, com o propósito de solucionar problemas pré-competitivos, comuns a todo o setor. "Trabalhamos na atualização dos profissionais, na promoção de melhores práticas e na difusão do conhecimento tecnológico do setor", afirma Barbosa Filho. A associação atende a empresas de médio e grande porte, cuja demanda mais comum é a melhoria de processos.

"Fazemos parcerias com instituições congêneres e órgãos do Governo como os Ministérios do Desenvolvimento (MDIC), Minas e Energia (MME) e Ciência e Tecnologia (MCT) e o Inmetro. Além disso, a ABM é associada à Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (PROTEC). A construção dessas parcerias é comum e é feita de acordo com as necessidades de cada projeto", explica Barbosa Filho.

RETS

Segundo Barbosa Filho, a razão do sucesso de instituições como a ABM também está na atuação da Rede de Entidades Tecnológicas Setoriais (RETS), que congrega ETS de diversos setores. "Individualmente, a atuação das ETS já é importante, pelo trabalho de estímulo e promoção da inovação que fazem em suas áreas. É claro que, inicialmente, esse trabalho é de informação, de conscientização e envolvimento do setor, promovendo discussões, abrindo espaço para que o tema inovação circule cada vez mais entre os profissionais. À medida que esse trabalho vai evoluindo, outras atividades surgirão, formatadas de acordo com a necessidade do setor produtivo. A união das entidades tecnológicas setoriais em torno da RETS fortalece esse trabalho, porque facilita a troca de experiências e aumenta o intercâmbio de idéias e pessoas. Sob a coordenação da PROTEC, a RETS vem contribuindo muito para que essa troca aconteça, com as iniciativas de algumas entidades servindo para alavancar iniciativas de outras. Acredito que o trabalho está dando bons resultados", afirma.

Futuro do setor

Para o diretor-executivo da ABM, o sucesso a longo prazo do setor de metalurgia e metais está na consolidação da inovação tecnológica na agenda das empresas. Para divulgar a importância do tema, a associação vai promover, entre os dias 13 e 17 de julho, o 64º Congresso da entidade. A programação inclui três workshops e a apresentação de trabalhos técnico-científicos, além de palestras e mesas-redondas.

"Da mesma forma que, no início da sua existência, a ABM buscou formar massa crítica para dar suporte ao desenvolvimento industrial, hoje nós buscamos formar massa crítica para incorporar o tema inovação no dia-a-dia das empresas. Estamos criando vários ambientes de discussão sobre esse tema. No Congresso que realizaremos em Belo Horizonte, a importância da inovação será debatida por grandes nomes, como Jean Paul Jacob, pesquisador da IBM, João Alberto De Negri, do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), e Roberto Nicolsky, diretor-geral da PROTEC", detalha Barbosa Filho.

"O 64º Congresso da ABM será todo focado em inovação tecnológica. É importante destacar este fato, pois representa um esforço de conscientização do setor produtivo sobre a relevância do tema", ressalta Roberto Nicolsky. A PROTEC foi convidada para abrir o quarto dia do Congresso, com a palestra "Inovação para Competitividade, Sustentabilidade e Responsabilidade Social". "O evento vai reforçar a necessidade de se continuar investindo em inovação como saída para crise", afirma Nicolsky.


(Fonte: Juliana Alvim para Notícias Protec - 07/07/2009)

Instituições Associadas

ABIFINA
ABIMO
ABINEE
ABIQUIM
ALANAC
FIEMG
IPD FARMA
SEBRAE