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RETS

Notícias - RETS

Entidade Tecnológica Setorial: Instituto Tecnológico da Borracha

A borracha natural é o segundo produto agrícola de maior peso negativo na balança comercial do Brasil. O déficit entre a produção e o consumo da matéria-prima no País é de 250 mil toneladas, o que equivale a US$ 800 milhões. Para aumentar a produção do insumo e diminuir o desequilíbrio na balança comercial, é necessário incentivar os investimentos em desenvolvimento tecnológico e inovação. O Instituto Tecnológico da Borracha (ITeB), entidade fundada em 2004, no Rio de Janeiro, e que faz parte da Rede de Entidades Tecnológicas Setoriais (RETS), foi criado com o objetivo de atender às demandas tecnológicas do setor.

"O ITeB tem como objetivo estimular, fomentar e promover pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica para as atividades da indústria da borracha, abrangendo a cultura e o beneficiamento da borracha natural, seus aditivos, bem como equipamentos e dispositivos de fabricação, desenvolvimento e controle de processos e de produtos, e outras fases da cadeia produtiva da borracha natural, integrando programas de pesquisa científica e tecnológica entre universidades, centros de pesquisas, setor produtivo, e consumidor final, em qualquer região do território nacional", detalha Guilherme Lessa Bastos, diretor superintendente e de Tecnologia do ITeB.

O Instituto atua nos segmentos de borracha natural e de créditos de carbono, através de parcerias para fornecer apoio técnico e tecnológico às empresas da área. "O ITeB vem promovendo e articulando o desenvolvimento do setor, atuando em diversas frentes e através de vários órgãos governamentais e iniciativas privadas, como  a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, a Secretaria de Agricultura, a Pesagro (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro), a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), o Sebrae-RJ (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro) e algumas associações de classe, como Anfab (Associação Nacional dos Fabricantes de Artefatos de Borracha), Abiarb (Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha) e a Apabor (Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha)", enumera Bastos.

No mercado de borracha natural, o ITeB atua no desenvolvimento da matéria-prima, beneficiamento e no emprego do insumo na indústria de transformação. O desempenho da entidade nesta área, de acordo com Bastos, foi afetado pela crise que atingiu as micro e pequenas empresas do setor. "Já no mercado de créditos de carbono, o ITeB vem atuando incansavelmente nos últimos quatro anos, principalmente junto a médias e grandes empresas e instituições interessadas em compensar suas emissões de gases de efeito estufa (GEEs), através do projeto de plantio de seringueiras, visando a conquista do Selo ITeB Seringueira Ambiental", afirma o diretor.

Vantagens

Segundo Bastos, a borracha natural tem grandes vantagens econômicas e técnicas em relação à borracha sintética que justificam os investimentos em desenvolvimento tecnológico. "O plantio das seringueiras gera cerca de 80 mil empregos na área de plantio, além de 150 mil no beneficiamento e outros 600 mil empregos indiretos. Por ser uma plantação perene, com alta produtividade, e por não necessitar de manutenção intensiva ou especializada, ela fixa o homem no campo, evitando o êxodo rural. Além disso, a seringueira nutre o solo, recuperando áreas degradadas pelo pasto ou outras práticas agrícolas, e é uma das plantas que mais sequestra carbono da atmosfera através da fotossíntese. Finalmente, a borracha natural tem atributos técnicos superiores às borrachas sintéticas, podendo substituí-las, o que contribui para a diminuição do consumo de petróleo", ressalta Bastos.

Segundo o diretor de Tecnologia do ITeB, as projeções do setor para os próximos anos são positivas. Bastos acredita que os produtos da cadeia da borracha natural serão cada vez mais competitivos e terão maior diferencial tecnológico. Para acompanhar o crescimento da área, Bastos aposta na maior atuação da entidade no incentivo às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P, D&I) do setor.

"Por ainda ser uma ETS (Entidade Tecnológica Setorial) de pequeno porte, sem recursos básicos de manutenção ou qualquer outra fonte de recursos que permita promover, de forma efetiva, o desenvolvimento de empresas e fomentar a inovação tecnológica do setor, o ITeB tem atuado de forma tímida nos projetos de inovação e P&D das empresas. Esta atuação tem se limitado a algumas consultorias técnicas a indústrias de artefatos de látex e borracha". No futuro, porém, o ITeB pretende atuar de forma mais intensiva, participando de projetos de inovação tecnológica e promovendo a articulação entre entidades de apoio técnico e tecnológico e empresas do setor.

"O ITeB pode vir a ter uma importante atuação em projetos de inovação tecnológica, preferencialmente nos programas do tipo "me too", para desenvolvimento de novos ou mais eficientes produtos e processos que visem tanto o mercado interno, principalmente pela substituição de importações, quanto o mercado externo, pela via da competitividade. Além disso, poderemos realizar programas de P&D em parceria com uma ou mais empresas associadas interessadas. A execução dos programas poderá acontecer através da articulação entre diversos agentes, desde um laboratório universitário conveniado para a eventual pesquisa, até um laboratório de testes e ensaios, passando pela formulação (do projeto), pelo projeto de engenharia de processo, pela fabricação piloto, projeto e construção de dispositivos e equipamentos, fabricação em pré-série e ensaios finais", afirma o diretor.

Segundo Bastos, a atuação plena do ITeB criará um novo mercado para pesquisadores, através da formação de equipes internas de trabalho e do relacionamento com empresas parceiras em projetos de P&D.

A RETS

Para o diretor do ITeB, a atuação das Entidades Tecnológicas Setoriais (ETS) é uma importante solução para garantir a evolução tecnológica e mercadológica da indústria nacional. Mas, segundo ele, a falta de recursos ainda é um entrave à maior participação do ITeB no desenvolvimento da cadeia da borracha natural.

"A atuação das ETS no desenvolvimento de setores industriais é de extrema importância, para que o Brasil venha a crescer no ritmo que precisa e se torne mais competitivo no mercado globalizado. No setor de borracha natural, a indústria nacional ainda é muito pouco competitiva e não vem evoluindo significativamente em termos de inovação tecnológica. Portanto, sem dúvida, a atuação de uma ETS como o ITeB é extremamente importante", afirma.

Para Bastos, ainda há um longo caminho para que a parceria entre o ITeB e a Rede de Entidades Tecnológicas Setoriais seja totalmente bem-sucedida. "A RETS ainda não pôde contribuir significativamente com o fortalecimento do ITeB, que, por ser uma ETS de pequeno porte e poucos recursos básicos, não tem tido condições de participar das reuniões da Rede, que ocorrem em São Paulo. A RETS poderia contribuir com propostas de meios de financiamento para a gestão e para os projetos do ITeB, para que o Instituto possa se firmar como uma verdadeira e operante ETS, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico do setor da borracha natural", conclui.


(Fonte: Juliana Alvim para Notícias PROTEC - 08/10/2009)

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