Rio de janeiro
Agenda Inovação Outubro -   Novembro    -     Dezembro Voltar 2018 -   2019 Avançar
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • 01
  • 02
  • 03
  • 04
  • 05
  • 06
  • 07
  • 08
  • 09
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30
  • 31
Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Comércio entre o Brasil e a América do Norte avança 9% até setembro

O volume do comércio entre o Brasil e os Estados Unidos (EUA), México e o Canadá aumentou 9% até setembro deste ano, contra igual período de 2017, para US$ 52,7 bilhões, puxado, principalmente, por uma alta de 15,7% nas importações brasileiras, para o montante de US$ 26,5 bilhões.

 

As vendas do País para a América do Norte também cresceram, mas em um ritmo menor (+3,2%, para US$ 26,2 bilhões), fazendo com que o saldo ficasse negativo em US$ 351 milhões.

 

Para Diego Coelho, coordenador do Observatório de Multinacionais da ESPM, a elevação das trocas com os parceiros do Norte é positiva e mostra que há uma continuidade da recuperação da corrente de comércio com a região. Em 2017, os negócios chegaram a avançaram 11,5%, para US$ 48,3 bilhões, após perdas em 2015 (-15,7%) e 2016 (-10,2%).

 

Contudo, os rumos deste comércio são incertos. Segundo Coelho, as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, apontam que o Brasil e a Índia podem ser os próximos alvos da agenda comercial norte-americana.

 

Logo após o fechamento do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), que substituiu o Nafta, na semana passada, Trump afirmou que o Brasil “faz o que quer” nas suas relações comerciais com os EUA e que é um dos países mais “duros” para se fazer negócios.

 

“Essa é uma declaração fortíssima. É um sinal de que o Brasil entra na agenda de negociações comerciais de Trump”, ressalta Coelho. “Vamos ter que monitorar para ver se ele voltará ao assunto nos próximos dias”, acrescenta.

 

Para o especialista da ESPM, ainda é difícil prever quais setores seriam tema das conversas de Trump. Contudo, Coelho lembra que os produtos manufaturados são as principais mercadorias de troca entre o Brasil e os EUA e que o setor automotivo é sempre objeto de discussão quando se trata das negociações com a América do Norte.

 

“O Brasil é, de fato, um país protecionista. E talvez eles [os EUA] queiram discutir barreiras tarifárias. No entanto, não é verdade que as empresas norte-americanas sofrem discriminação aqui. Pelo contrário, elas até se beneficiam por sermos fechados, pois isso reduz a concorrência delas no nosso mercado”, critica Coelho.

 

O professor do curso de economia da Faculdade Armando Alvares Penteado (FAAP), Johnny Mendes, comenta que, apesar das incertezas, a perspectiva de crescimento de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil este ano e de 2,2% em 2019, divulgada pelo Banco Mundial semana passada, indica que o País tem espaço para avançar nas suas compras.

 

“Apesar do Banco Mundial ter reduzido pela metade a sua projeção de PIB para o Brasil em 2018 [antes era de 2,4%], a expansão da economia cria boas expectativas de comércio”, diz Mendes.

 

“Para este ano, mesmo com as incertezas, a tendência é de continuidade do aumento do comércio com os países da América do Norte, até porque os contratos já estão fechados”, completa o professor da FAAP.

 

Mais dados

Enquanto o Brasil está superavitário com os EUA e o Canadá, tem déficit com o México. Até setembro, o País tem saldo positivo de US$ 751 milhões com os Estados Unidos, resultado de uma alta de 13,3% das importações (a US$ 21 bilhões) e acréscimo de 3% nas exportações (a US$ 20,5 bilhões).

 

Já com o Canadá, o saldo é de US$ 681 milhões, refletindo elevação de 22,3% nas compras (a US$ 1,6 bilhão) e expansão de 13% nas vendas (a US$ 2,3 bilhões). Por fim, o resultado do nosso comércio com o México é negativo em US$ 477 milhões, diante de alta expressiva de 22% das importações, (a US$ 3,7 bilhões), e crescimento de 2,3% (a US$ 3,3 bilhões) nas exportações. As compras brasileiras de automóveis vindos do México puxaram o déficit com o país.

 

Na última sexta-feira, o Departamento de Comércio dos EUA informou que o déficit comercial do país cresceu de US$ 50 bilhões em julho, para US$ 53 bilhões em agosto, diante de alta de 0,6% nas compras e queda de 0,8% nas vendas.

 

 

 

(Fonte: DCI – 08/10/2018)

Destaques

Livro Branco da Inovação Tecnológica

Instituições Associadas

ABIFINA
ABIMO
ABINEE
ABIQUIM
ALANAC
FIEMG
IPD FARMA
SEBRAE