Rio de janeiro
Agenda Inovação Junho -   Julho    -     Agosto   Avançar Voltar 2017 -   2018 Avançar
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • 01
  • 02
  • 03
  • 04
  • 05
  • 06
  • 07
  • 08
  • 09
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30
Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

FMI: Economia global deve crescer, mesmo sob ameaça do protecionismo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento da economia global para este ano de 3,5%, acima daquele de um ano antes, de 3,1%. A instituição ainda estima expansão de 3,6% em 2018.

 

Por outro lado, a eventual adoção de medidas protecionistas por países de economias avançadas e uma série de incertezas na adoção de políticas macroeconômicas por esse grupo de países e, em especial, pelos Estados Unidos, podem dificultar esse resultado. O alerta foi dado no relatório “Panorama da Economia Mundial” (WEO, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira em Washington.

 

O FMI foi claro ao advertir que uma guinada ao protecionismo pode levar a uma guerra comercial. Esse risco se tornou mais evidente nas economias avançadas, particularmente nos Estados Unidos. O relatório não menciona o presidente americano, Donald Trump, nominalmente, mas o recado estaria direcionado claramente para sua administração, que anunciou a intenção de rever acordos de comércio e abandonar o multilateralismo em troca da realização de novos acordos bilaterais.

 

O organismo multilateral avaliou que há ameaças ao crescimento das economias avançadas, caso as políticas domésticas nesses países continuem a agir de maneira cética à integração comercial global. Uma eventual saída desses países do multilateralismo poderia espalhar o protecionismo pelo mundo, o que prejudicaria ainda mais a situação das nações.

 

“Evitar os danos de medidas de potencial protecionista vai requerer uma renovação do compromisso multilateral para apoiar o comércio”, afirmou o economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld. Ainda segundo ele, os países devem adotar iniciativas para ajudar os trabalhadores afetados por efeitos adversos do comércio. “O comércio foi um motor do crescimento, promovendo ganhos de renda per capita impressionantes e declínios na pobreza através do mundo, especialmente nos países mais pobres”, enfatizou.

 

O crescimento nas economias avançadas foi estimado a partir de projeções tidas como altas para a economia americana. O FMI projetou que os Estados Unidos vão crescer 2,3% neste ano e presumiu que o país vai colocar em prática uma distensão da política fiscal, o que deverá ter como consequência um ligeiro aumento de confiança nos mercados. As perspectivas para a Europa e para o Japão também foram reajustadas pela recuperação cíclica das manufaturas globais e do comércio internacional.

 

Já os países emergentes tiveram sua previsão mantida em 4,5% de avanço por conta de quedas no intercâmbio comercial, cortes na produção de petróleo e a fatores domésticos que afetam diferentemente algumas nações. Os impactos de desvalorização cambial de alguns países, como o México, que viu uma queda expressiva do peso após a eleição de Trump, também foram considerados.

 

O FMI estimou que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) deverá continuar o movimento de elevação da taxa básica de juros, dada a recuperação da economia americana. Ao mesmo tempo, a política fiscal do país deverá se tornar mais expansionista nos próximos anos. O relatório advertiu para a possibilidade de que, a depender do resultado dessa combinação, os movimentos do Fed podem se tornar mais acelerados rumo a novas altas, o que resultaria em apreciação do dólar e em possíveis dificuldades a economias emergentes e em desenvolvimento.

 

O comércio global ficou com estimativa de crescimento em 2,2% em termos de volume, em 2016. Esse seria o ritmo mais vagaroso desde 2009. Essa desaceleração foi atribuída pelo FMI às economias avançadas e à revisão que elas estão fazendo sobre o multilateralismo comercial. Apesar do resultado de desaceleração, o Fundo acredita que o comércio global poderá atingir até 4% entre 2017 e 2018. Esse otimismo é resultado da recuperação nos preços das commodities e da demanda em países grandes do grupo dos emergentes, como China, Índia e Rússia.

 

O FMI verificou ainda que houve um movimento de dissipação dos riscos com as eleições americanas, em novembro, e com o resultado do Brexit - a saída do Reino Unido da União Europeia, em junho passado. O Fundo constatou um tom mais otimista nos mercados financeiros, dada a redução das incertezas sobre os resultados políticos no Reino Unido e nos Estados Unidos, cujos impactos já teriam sido absorvidos.

 

O Fundo e o Banco Mundial realizam nesta semana a sua reunião de primavera, em Washington.

 

 

 

(Fonte: Valor Econômico – 18/04/2017)

Destaques

10º ENIFarMed

Livro Branco da Inovação Tecnológica

Inova Talentos

Instituições Associadas

ABIFINA
ABIMO
ABINEE
ABIQUIM
ALANAC
FIEMG
IPD FARMA
SEBRAE