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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

EUA rechaçam alertas do FMI sobre protecionismo

Advertências sobre o protecionismo dos Estados Unidos feitas por Christine Lagarde, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), e outros são "bobagem", disse o secretário do Comércio do governo de Donald Trump, Wilbur Ross, em novo ataque aos grandes superávits comerciais de China, Europa e Japão.

 

Em entrevista ao "Financial Times" antes da chegada a Washington de autoridades mundiais da área financeira para o encontro de primavera desta semana do FMI e do Banco Mundial, Ross disse que os que acusam o governo Trump de protecionismo estavam disparando contra alvo errado.

 

O investidor bilionário, encarregado por Trump de cuidar da política comercial e de encontrar maneiras de reduzir o déficit comercial americano, de US$ 500 bilhões, disse que as críticas veladas de Lagarde e de outros defensores do multilateralismo ao protecionismo crescente são claramente dirigidas ao novo governo.

 

"São! São! E a resposta é muito simples: nós somos os menos protecionistas entre as principais regiões. Somos, de longe, muito menos protecionistas que a Europa. Somos, de longe, muito menos protecionistas do que o Japão. Somos muito menos protecionistas que a China", disse Ross.

 

"Além disso, temos déficits comerciais com todos esses três lugares. Eles falam de livre-comércio, certo? Mas, na verdade, o que praticam é protecionismo. E toda vez que fazemos alguma coisa para nos defender, mesmo contra as pequenas obrigações que eles têm, eles chamam isso de protecionismo. É bobagem."

 

Suas observações foram feitas em meio a sinais de que Trump estaria começando a adotar um tom mais moderado no comércio, ao optar, na semana passada, por não classificar a China de manipuladora cambial, apesar das promessas de campanha. Isso foi considerado uma prova por alguns de que os internacionalistas na Casa Branca de Trump, como Gary Cohn, ex-executivo do Goldman Sachs, estão conquistando vitórias nas acirradas disputas internas contra os nacionalistas econômicos.

 

Mas Ross, que pertence aos dois lados, insiste que, apesar de qualquer abrandamento aparente, o governo Trump continua decidido a seguir sua agenda "EUA em 1º lugar", mesmo abalando as relações comerciais de Washington com o mundo. Ele também deixou claro que o governo Trump encara o sistema de Bretton Woods como parcialmente responsável pela situação, que considera injusta.

 

Ross acusou Lagarde e outros defensores do atual sistema multilateral de "uso e criação de slogans", na tentativa de preservar um sistema que contribuiu para a escalada do déficit comercial dos EUA desde a década de 1970.

 

"'Nós gostamos da coisa desse jeito. Portanto não queremos que vocês a prejudiquem.' É isso o que eles estão dizendo, no fundo", disse o secretário. "Esse é o ponto principal. Mas isso não vai acontecer. Nossa tolerância para continuarmos a ser o déficit que alimenta os superávits do restante do mundo - o presidente não tem mais tolerância para com isso."

 

Lagarde, o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, e outros, intensificaram a defesa do multilateralismo desde a eleição de Trump. Na semana passada, Lagarde preconizou a defesa da "arquitetura econômica e financeira mundial" e alertou para o fato de que "a espada do protecionismo" paira sobre a economia mundial. Seus apelos refletem o que tende a ser um dos principais temas das reuniões desta semana.

 

Trump e seus colaboradores tentaram tranquilizar aliados no encontro realizado no mês passado dos ministros das Finanças do G-20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo) na Alemanha, ao reiterar que os EUA continuam comprometidos com as instituições internacionais. Mas o presidente dos EUA indicou para cargos-chave conservadores céticos em relação às instituições multilaterais e propôs grandes cortes ao financiamento dos EUA à ONU, bem como uma redução anual de US$ 750 milhões às contribuições ao Banco Mundial e a bancos de desenvolvimento regional. O governo de Trump também sinalizou que pretende adotar um enfoque mais cético para com a Organização Mundial de Comércio (OMC) e, em especial, para com seu sistema de solução de controvérsias.

 

A intervenção ocorre antes da visita ao Japão de Ross e do vice-presidente, Mike Pence, marcada para esta semana, para contatos destinados, em parte, a convencer Tóquio a abrir negociações sobre um acordo comercial bilateral após a saída dos EUA da Parceria Transpacífico (TPP).

 

A viagem das duas autoridades segue-se ao anúncio, no começo deste mês, de negociações com Pequim para formular, preliminarmente, um plano para enfrentar o déficit comercial dos EUA no intercâmbio com a China. Ocorre também num momento em que Ross se prepara para lançar uma renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) com o Canadá e o México.

 

Ross disse que a "viagem exploratória" ao Japão visa verificar se o premiê, Shinzo Abe, que visitou os EUA em fevereiro, aceitaria "avançar" em direção a um acordo bilateral. "A questão será se eles estão prontos a considerar o conceito."

 

Ele reconheceu que Abe empenhou capital político significativo na TPP, mas ridicularizou os esforços para revitalizar o acordo. "Não faz tanto sentido fazer uma TPP sem os EUA. Afinal, somos o maior mercado", disse. "E vocês sabem que não existe vontade política nos EUA para uma nova TPP."

 

Qualquer acordo bilateral com o Japão terá de ver Tóquio aumentar as concessões que fez na TPP, que ele caracterizou como "vantagens modestas" para os EUA em agricultura e propriedade intelectual. Ele e disse que os EUA não aceitariam nada menos do que isso.

 

 

 

(Fonte: Valor Econômico – 17/04/2017)

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