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Políticas Públicas e Economia

Notícias - Políticas Públicas e Economia

Inovação na venda de livros

Vender livros em um país com um dos mais baixos índices de leitura do mundo, usando um sistema de vendas pouco familiar ao consumidor brasileiro. Negócio de risco? Não para o empresário paranaense Fábio Bueno Netto, criador da 24x7 Cultural, que vende livros a preços populares em máquinas iguais às de refrigerantes. "Enxerguei na falta do hábito de leitura uma oportunidade de negócio", diz o empresário, que tirou R$ 600 mil do próprio bolso para desenvolver a primeira máquina de venda express de livros no Brasil.

A aposta tem se mostrado certeira. Quatro anos depois de inaugurado o primeiro ponto-de-venda, na estação Sé do metrô de São Paulo, Bueno viu as vendas atingirem 15 mil livros por mês, ante as 200 unidades do começo da empreitada. Hoje, são 21 máquinas funcionando nos metrôs de São Paulo e do Rio. "Queremos chegar a 200 até o final do ano", conta Bueno, que iniciou este mês o plano de expansão da empresa por meio de franquias.

A escolha de um sistema de vendas pouco usual e o foco no público formado pelos usuários do transporte público explicam o bom desempenho do negócio. "Ele foi visionário ao identificar na falta de leitura da população um nicho de mercado, e não uma limitação", diz o professor de Empreendedorismo e Inovação da Fundação Getúlio Vargas, Tales Andreassi. A dispensa de mão-de-obra no ponto de venda também colabora para o sucesso do modelo. "Sem vendedores, ele diminui o custo final do produto e chega a um preço compatível para seu público-alvo". No primeiro semestre deste ano, a 24x7 foi escolhida pela consultoria americana Monitor Group como uma das 101 maiores inovações mundiais dos últimos tempos. Na mesma lista, apenas outros cinco casos brasileiros figuram ao lado das máquinas de Bueno, como as sandálias Havaianas, da Alpargatas, e os jatos da Embraer.

Usando um outro meio, a internet, o administrador carioca André Garcia, de 28 anos, também conseguiu reinventar o modo de se vender livros. No final de 2005, ele criou o portal Estante Virtual, que reúne mais de 600 sebos de todo o País, num acervo online de 1,1 milhão de livros usados. Em um ano de atividade, o sebo eletrônico de Garcia registrou vendas de US$ 1 milhão. "Devemos triplicar esse valor em 2007", diz o empreendedor.

Graças à rede, Garcia pôde catalogar livros escondidos em prateleiras de todo o Brasil e colocá-los ao alcance de consumidores em qualquer lugar do País. "Quis organizar a informação dos sebos para que as pessoas parassem de perder tempo procurando livros, como acontecia comigo". A forma encontrada pelo empresário para lucrar com um item de baixo valor foi cobrar mensalidades dos sebos conveniados, além de taxa de 5% sobre cada livro vendido. Segundo o diretor-executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, Gerson Rolim, a estratégia pode ser comparada à da americana Amazon, que oferece DVDs e livros usados e recebe comissão pelas vendas.

Espelhar-se no modelo internacional, porém, não tira o mérito da iniciativa. "Pensar - e copiar - antes do concorrente é uma forma de empreendedorismo", diz Andreassi. Para ele, os empreendedores Bueno e Garcia mudaram o modelo de negócios da venda de livros ao colocar o produto de uma forma nova no mercado brasileiro. "A inovação não está só no produto, mas também no processo".

(Fonte: Agência Estado - 14/08/07)

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