Rio de janeiro
Agenda Inovação Maio -   Junho    -     Julho   Avançar Voltar 2019 -   2020 Avançar
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • 01
  • 02
  • 03
  • 04
  • 05
  • 06
  • 07
  • 08
  • 09
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30
  • 31
Patentes

Notícias

Empresa agrícola da Indonésia patenteará palma híbrida

Uma empresa agrícola da Indonésia entrou com o primeiro registro de patente para uma variedade híbrida de sementes de óleo de palma e para sua produção, que, segundo suas previsões, poderá ter o rendimento multiplicado várias vezes.

 

A London Sumatra (Lonsum), empresa fundada por britânicos e agora parte do Indofood Grotip, calcula que as novas variedades híbridas deverão aumentar o rendimento médio anual na Indonésia de cerca de quatro toneladas por hectare para, pelo menos, 18 toneladas.

 

Mais de 90% do milho cultivado nos Estados Unidos é de híbridos da F1 (primeira geração filial), com rendimento quase seis vezes maior do que o anterior à introdução da variedade, há 80 anos.

 

Analistas dizem que embora outros fatores também possam contribuir para o aumento no rendimento, como a agronomia e formas de proteção da colheita, os híbridos F1 poderiam ter grande impacto na produção de óleo de palma. Também melhorariam imensamente a reputação ambiental do óleo de palma, já que seria necessária uma área menor de terra para atender a demanda mundial. Isso também poderia ter conseqüências boas para sua atratividade como bicombustível.

 

Os ativistas ambientalistas criticam rotineiramente o óleo de palma - particularmente na Indonésia - por considerarem a cultura extremamente prejudicial ao meio ambiente, já que há o desmatamento de áreas de floresta virgem para dar lugar às plantações.

 

A Sumatra Bioscience, subsidiária da Lonsum por trás do projeto, informa que o lançamento comercial ainda levará dez anos, até que sejam feitos todos os testes exigidos. Alguns analistas avaliam que volumes significativos de vendas poderiam tardar ainda mais, caso as empresas queiram esperar até que aumentos consulentes no rendimento sejam comprovados.

 

Em 2007, o mundo consumiu 38 milhões de óleo de palma, mais do que qualquer outro óleo ou gordura, seja vegetal ou animal.

 

A Lonsum, listada em Jacarta, registrou o pedido de patente no Escritório de Parentes Europeu em março de 2007, mesmo não tendo produzido a semente híbrida F1. A aprovação da patente poderia levar dois anos, mas nenhuma outra empresa teria permissão para entrar com pedido similar enquanto o da Lonsum ainda estivesse pendente.

 

"A genética disso, os fundamentos, sugerem fortemente não haver motivos pelos quais não deveríamos conseguir os altos rendimentos", afirmou Stephen Nelson, diretor de pesquisas da Sumatra Bioscience. "Não há algum passo inventivo para criar a semente híbrida F1. Tudo que faremos é um processo estabelecido", disse.

 

Simon Lord, diretor de sustentabilidade da Kulim, uma concorrente da Lonsum, na Malásia, afirmou que a inovação "tem potencial para ser muito significativa". "Desde que consigam a combinação certa dos genes expostos, os rendimentos devem ser muito altos e isso é bastante provável", apontou.

 

Dorab Mistry, diretor da Godrej International e um dos principais analistas de óleos vegetais do mundo, classificou a novidade como "um importante passo para solucionar a demanda de energia mundial". "Ela revolucionará a produção de óleo de palma se tudo se sair bem", afirmou o executivo.

 

Mistry descreveu a Lonsum como "a opção" entre as empresas indonésias agrícolas. A Indofood pagou US$ 620 milhões por 64, 4% da empresa em outubro passado.

 

 

(Fonte: Valor Econômico/SP - 08/10/2008)


Notícias Relacionadas

Brasil: um cofre de patrimônio químico inexplorado
Votorantim investiu US$ 300 milhões em empresas nacionais inovadoras, com capacidade de gerar novos conhecimentos e patentes em biotecnologia e no agronegócio


INPI quer proteção do biocombustível pelas patentes
Instituto busca parceria com a CNI e com o Senai para desenvolver pesquisas e registro de avanços incrementais das invenções relacionadas a essa tecnologia


Avanço do biodiesel nacional depende de patentes, diz estudo
Segundo o INPI, pesquisas para o desenvolvimento de tecnologia nacional atravessam momento crítico. Entre 2003 e 2007, EUA passaram de 61 para 287 patentes em biodiesel



Outras notícias de inovação e patentes

Instituições Associadas

ABIFINA
ABIMO
ABINEE
ABIQUIM
ALANAC
FIEMG
IPD FARMA
SEBRAE