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Patentes

Notícias

Sem propriedade intelectual, mercado de TI é mal aproveitado

Um mercado de US$ 196 bilhões, crescendo a 6% por ano e cheio de empresas, como IBM e Intel, dispostas a comprar inovações de outras empresas. O cenário da indústria de software é muito favorável às novas empresas, inclusive as brasileiras mas todo este potencial se reduz a zero sem a propriedade intelectual. Foi o que alertou o presidente do INPI, Jorge Ávila, na palestra Magna que abriu o Seminário Internacional Promoção da Inovação e da Propriedade Intelectual em Tecnologia da Informação, no dia 28 de maio, em Curitiba (PR).

 

"Ao contrário de um modelo antigo, em que a propriedade intelectual servia apenas para impedir a cópia, hoje, na Economia do Conhecimento, os ativos intangíveis são essenciais para participar de redes de inovação aberta. Não há invento com valor que caia no domínio público. Ou, dito de outra forma, se precisa ter figurinhas para trocar num ambiente de colaboração", comentou Ávila, citando a IBM e a Intel como empresas que investem na compra de tecnologia desenvolvida por outras instituições.

 

O presidente do INPI também lembrou que a propriedade intelectual não é incompatível com os modelos de software livre. Pelo contrário, para garantir que o software nunca seja apropriado por alguém que faça uma inovação nele, é preciso haver uma propriedade clara e contratos de licenciamento que garantam os benefícios da inovação para todos. "A realidade atual é que a propriedade intelectual deixou de ser uma barreira para se tornar uma ponte, que permite a realização de novos negócios", disse.

 

Sobre o Brasil, Ávila lamentou que ainda existam poucas patentes relativas a softwares, mas ele acredita que o cenário está mudando com a conscientização dos empresários e a discussão de um marco legal que atenda aos interesses brasileiros. Aliás, segundo ele, estes são os objetivos principais deste seminário. "É preciso desenvolver no Brasil um mercado favorável à inovação, em que todos possam atuar", concluiu.

 

Na mesma linha, o diretor do Escritório de Assistência Técnica e Capacitação para a América Latina e o Caribe da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), Alejandro Roca Campaña, destacou que o debate sobre a propriedade intelectual é essencial para o desenvolvimento de todos os países. "A economia atual se baseia no conhecimento e é exatamente aí que a propriedade intelectual atua. Ainda mais no caso do software, que é um produto suscetível à cópia por seu baixo custo de apropriação", afirmou.


País precisa investir em capacitação para desenvolver software, afirma especialista

 

O Brasil poderá se beneficiar das oportunidades que estão surgindo no mercado mundial dos serviços de Tecnologia da Informação (TI), principalmente no setor das terceirizações, as chamadas outsourcings. Mas, precisa investir em capacitação  para o desenvolvimento de softwares - programas de computadores.

A previsão é do presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software e Serviços para Exportação (Brasscom), Antonio Carlos Rego Gil, que falou sobre TI na quarta-feira (28/05) durante o 20º Fórum Nacional, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no Rio de Janeiro.

 

"Para você ter uma idéia do que nós estamos falando, no mercado de US$ 1,2 trilhão de serviços em nível global, existe um potencial de US$ 300 bilhões a US$ 400 bilhões para serem investidos sob a forma de outsourcing". Mas, Antonio Carlos Gil alega que, muitas vezes, falta capacitação para lidar com as peculiaridades do setor. "Não existe mão-de-obra qualificada para fazer tudo que vai precisar ser feito em termos de desenvolvimento de software e de serviços".

 

O presidente da Brasscom afirmou que somente este ano serão gastos cerca de US$ 70 bilhões em serviços terceirizados, dos quais 50% irão para a Índia, primeira no setor de TI no mundo, segundo ele. Mas, os países começam a buscar outras alternativas de mercado em função das diferenças culturais, da distância, inflação de custos e condições geo-políticas indianas.

 

Ele afirmou que as três alternativas viáveis são Rússia, China e Brasil. "O Brasil é declaradamente o melhor". Isso se deve, frisou Antonio Carlos Gil, ao mercado interno brasileiro, que é igual ao da China e superior ao da Índia e Rússia, e ao conhecimento nacional em termos do uso de TI em setores como serviços financeiros, por exemplo, que é "ímpar no mundo".

 

O principal entrave a ser vencido pelo Brasil na área de outsourcing é que o custo da mão-de-obra, "onerado pelos impostos, não é competitivo". O primeiro passo para superar esse problema foi dado pelo governo federal na nova política de desenvolvimento produtivo. "Mais do que a desoneração em si, é um passo político importantíssimo, inclusive com repercussão internacional".

 

Mas, o presidente da Brasscom lembrou que há outros desafios a serem vencidos, embora o Brasil seja o 8º maior mercado interno do mundo e um dos mais capacitados em vários setores. Ele explica que as 35 empresas associadas à entidade se comprometeram junto ao governo a exportar US$ 5 bilhões em 2011, contra os US$ 800 milhões registrados em 2007. Para isso, terão de treinar 100 mil profissionais em TI, inclusive com inglês técnico.

Ele se referiu ainda à necessidade de fortalecimento das empresas nacionais, o que está previsto na política anunciada pelo governo. "A estrutura de capital das empresas brasileiras é frágil. Para competir no mundo global, onde nós estamos falando dessas cifras, você precisa de empresas fortes. O que o Brasil fez em agricultura, em energia, em siderurgia, em aeronáutica, precisa fazer em TI.

 

Falta de educação básica dificulta qualificação de profissionais de Tecnologia da Informação


O setor de Tecnologia da Informação (TI) tem um déficit de cerca de 100 mil profissionais capacitados para trabalhar no desenvolvimento de softwares. "Não que eles não existam, mas a qualificação de muitos deles não é compatível com a necessidade atual do mercado", explicou o presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assepro), Ricardo Kurtz.

Sobre a fuga de profissionais qualificados para o exterior, Ricardo Kurtz disse que o mercado brasileiro não está apto para absorver a mão-de-obra altamente qualificada. Segundo ele, é por esse motivo que mestres e doutores tendem a ir para outros países mais avançados em relação à indústria de tecnologia.

 

 

(Fontes: INPI e Agência Brasil - 29/05/2008)

 

 

 

 

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