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Equipamentos importados têm 80% do mercado da saúde   28/01/2010

  Segundo associação, equipamentos importados não têm similares nacionais. A demanda é crescente, mas faltam produção nacional e investimentos para o desenvolvimento de produtos no País

A Olidef, indústria de equipamentos médico-hospitalares com sede em Ribeirão Preto (SP), desenvolve um medidor de bilirrubina para atender maternidades e hospitais infantis. O equipamento vai medir com mais precisão casos de icterícia (doença que atinge 80% dos recém-nascidos) e outras enfermidades do sangue, de acordo com o presidente executivo da Olidef, André Ali Mere. A indústria exporta para 40 países e, hoje, 30% de sua receita de R$ 65 milhões é obtida com exportações.

 

A empresa paulista é uma exceção no mercado brasileiro de equipamentos hospitalares, abastecido, sobretudo por importações. Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), 80% dos equipamentos são importados e não têm similares nacionais. "A demanda é crescente, mas falta produção nacional e investimentos para desenvolvimento de produtos no País", avalia o diretor da Anahp, Henrique Salvador.

 

A maioria das importações vem do estado americano de Minnesota, um dos principais polos de tecnologia médica do mundo. O governador de Minnesota, Tim Paulenty, não cita números, mas afirma que as exportações ao Brasil triplicaram entre 2008 e 2009.

 

"As empresas de grande porte já exportavam para o Brasil e agora as pequenas e médias traçam o mesmo caminho", afirmou o governador durante missão empresarial realizada em São Paulo. O Brasil é o 15 º mercado para as exportações de Minnesota e deve se tornar o 10º em dois anos, diz Paulenty.

 

A Medtronic é uma das companhias desse estado que aposta no Brasil. A empresa não divulga dados de receita por País, mas informa que as vendas ao Brasil devem crescer 20% neste ano, afirma o vice-presidente da Medtronic para América Latina, James Hogan. "O Brasil tem uma população enorme que recentemente ascendeu à classe média e agora dispõe de recursos para pagar por serviços de saúde. As empresas de tecnologia médica continuarão tendo um desempenho muito superior ao crescimento econômico", diz.

 

  

(Fonte: Valor Econômico - 27/01/2010)


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