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O Brasil precisa de política agroindustrial, afirma presidente da FPA

 “Agro: Momento Decisivo”. Este é o tema do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA) 2019, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e pela B3 – Brasil Bolsa Balcão. E, de acordo com Marcelo Brito, presidente do Conselho Diretor da ABAG, “o momento é decisivo para uma mudança de postura e percepção” do Brasil, que necessita de uma “política agroindustrial, de uma governança política estratégica”, como pontua o presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), deputado Alceu Moreira.

 

Mudanças necessárias no agronegócio, mudanças na forma como a política deve tratar o agronegócio, reforma tributária e o marco regulatório dos defensivos agrícolas foram os dos pontos que marcaram a manhã do Congresso Brasileiro do Agronegócio que ocorre em São Paulo (SP) nesta segunda-feira, 05 de agosto.

 

Contando com a presença da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, o evento reúne cerca de 900 participantes entre autoridades, representantes de entidades produtivas e pessoas de diversos setores do agronegócio.

 

Conforme o presidente do Conselho Diretor da ABAG, Marcelo Brito, o momento ao qual o agronegócio brasileiro vive hoje é considerado ímpar devido as mudanças que estão ocorrendo no mercado internacional, a exemplo da suspensão por parte da China de compra de produtos agrícolas dos Estados Unidos, e pela nova geração de pessoas que estão ingressando neste setor econômico.

 

Marcelo Brito frisou durante a abertura do evento que o Brasil necessita de reformas públicas com urgência e lembrou ser necessário quebrar o tabu de que é o agronegócio quem provoca o desmatamento ilegal. “Como vamos ser os provocadores se somos nós quem denunciamos o desmatamento realizado pelos grileiros e madeireiros na porta de nossas propriedades? Infelizmente é o agronegócio que acaba por isso apanhando com desmatamento ilegal e sofrendo com o mercado externo. Nós temos que andar uniformes e juntos (setor e governo). Até agora o governo federal não regulamentou a questão do desmatamento ilegal para coibir e punir mais pesado”.

 

O CEO da B3, Gilson Finkelsztain, pontuou em sua fala que não há dúvidas da importância do Brasil para a produção mundial. “Temos tudo para nos firmar como parceiro comercial confiável”.

 

Segundo o presidente da FPA, deputado Alceu Moreira, o Brasil precisa ser competitivo e mudar sua mentalidade de que o agronegócio desmata, que os defensivos agrícolas provocam doenças e matam. “As ONGs vendem o Brasil como vira-latas para o exterior. Precisamos de comunicação. É preciso que desçam (governo) dos tamancos e comece a negociar. Falam que vendemos veneno, sendo que as maiores vendedoras são duas multinacionais da Alemanha. Vamos esclarecer o que é verdadeiro e o que é Fake News. O que é certo e o que é errado. Estamos acostumados a construir plateias, mas talvez precisamos trocar o público. Está faltando articulação entre nós, também. Está na hora de construir uma narrativa que não começa e termina no agro”.

 

A questão do novo marco regulatório dos defensivos agrícolas, de acordo com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, é algo que a própria Anvisa já vinha estudando. “A Anvisa já vinha estudando uma maneira de colocar os mesmos parâmetros da Europa. O que ocorre é que há pessoas que às vezes não querem ouvir o que está acontecendo, o que é verdadeiro. Os defensivos estamos modernizando, trazendo novas patentes”.

 

 

 

(Fonte: Agência da Notícia - 08/08/19)

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