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Fármacos e Medicamentos

Notícias

Medicamento manipulado permite individualização e se consolida como opção

A grande flexibilidade na customização dos medicamentos e preços altamente competitivos têm feito os medicamentos manipulados serem cada vez mais uma opção considerada por médicos e pacientes. Segundo dados da Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais), o Brasil é hoje um dos maiores mercados mundiais de medicamentos manipulados, o que garantiu ao setor um faturamento de R$ 5 bilhões em 2016 no país.

 

Mas antes de optar pelos remédios manipulados, a maioria das pessoas questiona as vantagens e desvantagens de tal alternativa. A preocupação com a qualidade é outra questão sempre levada em conta, quando o que está em jogo é a eficácia do medicamento que vamos ingerir.

 

Para a farmacêutica Fernanda Lobo Vicentini, da Farma Conde Manipulação, o medicamento manipulado não é concorrente do medicamento industrializado, mas sim outra opção disponível no mercado. Segundo ela, a principal vantagem do produto manipulado é a grande flexibilidade na manipulação das fórmulas, permitindo uma maior individualização do medicamento.

 

“A manipulação permite individualizar as doses, as quantidades do medicamento e, até mesmo, a formulação, que muitas vezes não são encontradas no produto industrializado”, enfatiza a farmacêutica, que há oito anos está à frente das farmácias de manipulação da Farma Conde.

 

Em relação à formulação, muitas vezes o médico prescreve dois princípios ativos, que não são encontrados em um mesmo medicamento industrializado. Um exemplo disso é a combinação da condroitina e de um anti-inflamatório, usados em tratamentos de artrite. Como não existe a formulação pronta no mercado, é necessário que o paciente adquira dois medicamentos para ingestão combinada.

 

“Nesses casos, com a prescrição do médico, é possível formular um só medicamento com os dois princípios ativos, na dosagem e na quantidade necessárias. Com isso, os custos para o paciente podem ser substancialmente reduzidos”, afirma Fernanda.

 

 

 

(Fonte: Saúde Business – 13/06/2017)

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