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Finep negocia linha de US$ 1,5 bi e aguarda status de instituição financeira

Enquanto aguarda a regularização de seu status de instituição financeira, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, negocia uma captação de cerca de US$ 1,5 bilhão com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Com o financiamento, a entidade quer estar preparada para a retomada da demanda, apesar de já ter de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões disponíveis em caixa, segundo o presidente da entidade, Marcos Cintra. O crédito com o BID deve ser fechado até o fim deste ano e deverá ser liberado em tranches em um prazo de cinco anos. "Acreditamos que a demanda de crédito para inovação possa retomar com muita força", disse.

 

A Finep tem uma carteira de crédito avaliada em R$ 12 bilhões. Até o fim de abril, foram nove projetos contratados neste ano, em um total de R$ 238,4 milhões. Em todo o ano passado, foram 49 contratos, somando R$ 1,75 bilhão.

 

A Finep está em entendimento com o governo para que seja enviada ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a solicitação de sua regularização como instituição financeira, afirmou o Cintra, sem estipular um prazo para isso. A financiadora tem inscrição no Banco Central (BC) desde a sua criação, inclusive com carta-patente para operar como instituição financeira. Porém, com a reformulação do sistema financeiro ocorrida na década de 90, essa carta não foi renovada. "A vantagem de ser instituição financeira, para a Finep, é múltipla. Seremos subordinados à fiscalização do BC, o que é bom, pois é muito rigorosa, e poderemos receber recursos do Tesouro sem passar por outras instituições financeiras, como BNDES, que cobra taxa para fazer isso", disse Cintra. A instituição também poderá lançar papéis do mercado com maior potencial de aceitação por contar com garantias mais sólidas, disse.

 

No final de abril, a Finep foi, pela primeira vez, avaliada por uma agência de classificação de risco. A Fitch Ratings atribuiu nota de longo prazo "AA+(bra)" e nota de curto prazo "F1+(bra)", ambos em escala nacional. A agência atribuiu ratings de probabilidade de inadimplência (IDRs, na sigla em inglês) "BB", no longo prazo, e "B", no curto prazo. A perspectiva é negativa. As classificações são semelhantes às de BNDES, Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste.

 

Para Cintra, ex-deputado federal que ficou conhecido pela defesa do imposto único, o selo fortalece a Finep na busca por reconhecimento como instituição financeira. "Além de atender a recomendação do Banco Central, permite à Finep dar continuidade a negociações já iniciadas para captação de recursos com bancos e instituições estrangeiras que exigem esse tipo de classificação", afirmou.

 

Com a classificação de risco, observou Cintra, a instituição fica em um patamar "competitivo" para captar recursos e com nível de confiança de agentes do mercado. No caso do empréstimo negociado com o BID, o rating não é necessário, mas pode ajudar a Finep. "Como qualquer outra instituição financeira, a Finep depende muito de credibilidade. [A classificação] é um selo de qualidade frente a novos instrumentos e programas que vão precisar de recursos", disse.

 

 

 

(Fonte: Valor Econômico – 17/05/2017)

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