| | Empresa CBPAK fabrica embalagens para alimentos a partir da fécula da mandioca. Ecologicamente corretas, elas levam 60 dias para se decompor e não poluem o meio ambiente
As embalagens para alimentos da empresa CBPAK, feitas a partir da fécula da mandioca, começam a ganhar espaço no Brasil. Agora, a empresa quer conquistar o mercado externo.
Com 15 funcionários, a empresa CBPAK fabrica 300 mil embalagens para alimentos por mês. Mas não se trata daquelas embalagens comuns de isopor, as da CBPAK são produzidas a partir da fécula (amido) da mandioca. Ecologicamente corretas, elas levam apenas 60 dias para se decompor e não poluem o meio ambiente.
A ideia das embalagens de fécula surgiu em 2001, quando o engenheiro Claudio Rocha Bastos soube por um amigo de um grupo que pesquisava a possibilidade de fabricar embalagens usando a mandioca como matéria-prima. "Vi que aquilo podia virar tecnologia", conta Bastos que, em 2006, concluiu o processo de desenvolvimento das embalagens.
Localizada em São Carlos, interior de São Paulo, a CBPAK recebe sua matéria-prima de grandes fecularias e hoje tem cerca de 40 clientes, especialmente nos setores de agricultura orgânica e eventos. A empresa também fechou contrato para fornecer copos e bandejas para a companhia de catering aérea Lufthansa Service Group a partir de 2010.
Bastos diz que, atualmente, a empresa passa pela fase de capitalização, e que após este período, deve investir no mercado externo por meio da formação de joint ventures. Segundo o empresário, o mercado europeu já demonstrou interesse pelos produtos.
Também em julho deste ano, a companhia deve receber uma nova máquina, que aumentará sua produção para 3 milhões de peças por mês. Bastos acredita que este será o momento certo para começar a exportar. A empresa já enviou produtos para testes no Chile, Uruguai e Argentina.
O empresário diz que ainda não fez prospecção nos países árabes, mas ressalta que é um mercado que também interessa para a formação de joint ventures.
Com o crescimento na produção, Bastos ainda espera aumentar o número de funcionários para 80, trabalhando em três turnos. A previsão de faturamento para 2011 também é boa, chega aos R$ 10 milhões.
O governo brasileiro tem uma parte no negócio. Em 2007, a CBPAK assinou um contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ajudar na consolidação da tecnologia. Hoje, o BNDESPar detém 35% do capital da empresa.
Apesar do custo mais alto das embalagens de mandioca, o apelo ecológico é forte, e já chamou a atenção de empresas de transformação de alimentos, além do setor sucro-alcooleiro e de eletrônicos, já que a empresa está desenvolvendo produtos como a espuma de amido, que pode substituir o isopor como protetor de aparelhos dentro das embalagens de papelão.
(Fonte: Agência de Notícias Brasil Árabe - 17/03/2010)
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