| | Para executivo, trata-se de alternativa a ser avaliada, pois temos pela frente desafios adicionais de transformar bagaço e palha de cana em energia. São ideias em busca de comprovação, diz
Lixo urbano, que está entre os maiores problemas no mundo, poderá tornar-se uma grande solução. Este foi o foco da apresentação seguida de debates feita no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), no dia 3 de março, pelo pesquisador Louis J. Circeo, do Georgia Tech Research Institute dos Estados Unidos. Circeo mostrou o trabalho intitulado "Plasma Arc Gasification", com diversas possibilidades de aplicação.
Segundo o pesquisador Ademar Ushima, do Laboratório de Energia Térmica, Motores, Combustíveis e Emissões do IPT, o objetivo deste encontro foi discutir a gaseificação de resíduos e lixo urbano para geração de energia. "Observações feitas pelo pessoal da Braskem numa unidade de demonstração no Japão sugerem que a tecnologia do plasma para essa finalidade tem potencial, mas não está desenvolvida de maneira completa. Há problemas que ainda demandam muita pesquisa". O diretor de inovação do instituto, Fernando Landgraf, informou que este evento no IPT em parceira com a Braskem é uma contribuição relevante ao debate. "Trata-se de uma alternativa a ser avaliada, pois temos pela frente desafios adicionais de transformar bagaço e palha de cana em energia. Circeo também propõe a tecnologia de plasma para remediação de solos contaminados. São ideias em busca de comprovação".
Marcelo J. Spohr, da Inteligência Tecnológica da Braskem, está empenhado em divulgar a recuperação da energia do lixo, em vez de simplesmente depositá-lo em aterros. "É meta da empresa no Brasil. O assunto já está bastante disseminado na Europa e no Japão. Há quatro tecnologias disponíveis para gerar energia do lixo: incineração, pirólise, combustão pirólise/gaseificação e plasma, que é a mais recente. No Brasil ainda não existem plantas instaladas. O que vimos sobre o plasma para processar lixo é que ainda se trata de uma tecnologia imatura. Queremos tecnologia amplamente comprovada para construir a primeira planta brasileira".
(Fonte: IPT - 09/03/2010)
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