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Fármacos e Medicamentos

Notícias

Genéricos se consolidam no mercado farmacêutico

Os medicamentos genéricos completaram dez anos de vendas no País este ano. O fato é festejado, de maneira modesta, pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos), já que os genéricos correspondem hoje a 18% do número de remédios comercializados no Brasil. "O número é bom, mas poderia ser melhor", diz o presidente da Pró-Genéricos, Odnir Finotti.

Dentro do bolo financeiro do mercado, os medicamentos conquistaram em 2008 uma fatia de 14,55% - ou US$ 2 bilhões de um total de US$ 14,669 bilhões. Vale lembrar que os genéricos, por lei, custam 35% menos do que os chamados medicamentos de referência, aos quais se assemelham.

O fármaco Francisco Felix Rangel diz que a conquista dos genéricos já era esperada. "Em dez anos conseguimos o que em muitos países não aconteceu. O brasileiro passou a confiar nos genéricos muito mais rápido do que os norte-americanos, por exemplo." Pelos cálculos da Pró-Genéricos, na última década o brasileiro economizou R$ 10,5 bilhões ao adquirir genéricos em lugar de medicamentos de marca. Mas essa economia seria maior, se os genéricos fossem mais consumidos. E eles têm potencial para isso. Os 82 fabricantes do País produzem mais de 2.600 medicamentos capazes de atacar 90% das doenças conhecidas.

No ano passado, o segmento cresceu 18,9%, superando a média do mercado farmacêutico, que aumentou 7,9%. Essa expansão resultou em uma venda total de 277,1 milhões de unidades. Neste ano, o segmento deve crescer entre 10% e 15%.

Problema

 

Os farmacêuticos apontam um único problema na venda dos genéricos. A orientação médica em adquirir o produto de marca. "Se o médico não vetar expressamente a substituição do remédio de marca receitado por um genérico, no ato da compra, o consumidor pode fazer a troca sem problema. Muitas vezes, entretanto, ele não sabe disso, e não é atendido por uma pessoa que saiba orientá-lo a respeito", afirmou o farmacêutico Gabriel Rosa Gomes. Segundo ele, ainda é preciso vencer uma série de barreiras, como o desconhecimento dos consumidores e dos profissionais da área. "Os próprios atendentes nas farmácias precisam ter conhecimento, até mesmo para que o consumidor possa tirar as dúvidas quanto aos genéricos."

"Quando encontramos um cliente com uma receita médica sem a orientação expressa de vender somente o produto de marca, nós mesmos oferecemos medicamentos similares ou genéricos ao consumidor", explicou o farmacêutico Alexandre Freitas. Para que esses remédios ocupem um terreno maior no mercado, como nos Estados Unidos, onde respondem por metade dos medicamentos consumidos, seriam necessárias várias medidas, de acordo com a Pró-Genéricos. Entre elas, a inclusão do genérico no sistema de reembolso dos planos de saúde e um maior esclarecimento sobre o tema.

 

 

(Fonte: Jornal de Jundiaí - 02/08/2009)

 

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