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Fármacos e Medicamentos

Notícias

Artigo: o que esperar das fusões no mercado farmacêutico?

Desde o começo de 2009 o mercado farmacêutico tem presenciado um grande movimento de consolidação entre seus participantes. Em janeiro houve a aquisição da Wyeth pela Pfizer, em março a Merck comprou a Schering-Plough e a Roche adquiriu a Genetech, e mais recentemente, já em abril, a Sanofi anunciou a compra da brasileira Medley e da americana BiPar Sciences.


Basicamente é possível dizer que essas fusões vieram para trazer novas oportunidades a essas empresas, para que elas consigam se alavancar num cenário de crise financeira mundial, além de expandir sua participação para outros mercados, países e negócios. No entanto, acho mais tangível dizer que estas aquisições fazem parte de estratégias para driblar algo muito mais concreto: a perda e quebra de patentes.


Além de países como o Brasil, que possuem medidas incentivando a quebra de patentes, existe a realidade de que em dois ou três anos, muitos dos medicamentos considerados blockbusters perderão sua patente, como é o caso do Lipitor, da Pfizer, e do Singulair, da Merck, por exemplo. Então, tem se observado que para contornar essa situação, as farmacêuticas estão se focando em essencialmente duas opções: genéricos e/ou biotecnologia.


Com a compra da Medley, por exemplo, a Sanofi optou por investir no mercado de genéricos, que só no Brasil, em 2008, cresceu aproximadamente 20% em receitas em comparação com 2007. Já as outras aquisições estão com um foco muito mais voltado aos medicamentos biológicos. A Pfizer agora tem em seu portfólio o biológico Enbrel, da Wyeth, indicado para artrite reumatóide; por causa da Genetech, a Roche tem o Avastin, MabThera e o Herceptin, todos para câncer; e a Merck se beneficiará com o Remicade, também para artrite reumatóide, da Schering-Plough.


E com todas essas mudanças, o que se pode esperar do mercado farmacêutico para o futuro? Pode ser que a tendência agora seja uma diminuição nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, já que houve uma fusão de pipelines, e os genéricos estão em alta; pode ser também que com um maior poder de barganha o impacto seja sentido desde o provedor de saúde até a fonte pagadora.


Porém, o que se espera é que o grande beneficiado desse processo todo seja o paciente, com medicamentos mais acessíveis com os genéricos, mas ao mesmo tempo com opções de terapias mais inovadoras e eficientes com a biotecnologia, onde os medicamentos são mais específicos e focados em determinados tipos de pacientes, de determinados tipos de doença.

 

 

Luisa Woge é analista de pesquisa do grupo de Saúde da Frost & Sullivan.

 

 

(Fonte: Saúde Business - 29/07/2009)

 

 

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