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Fármacos e Medicamentos

Notícias

Mais divulgação e mais financiamento à indústria nacional

A América Latina irá sediar pela primeira vez o Congresso Mundial de Hospitais, que será realizado na capital fluminense entre 10 e 12 de novembro. Na entrevista, o presidente do congresso e da Confederação Nacional de Saúde (CNS), José Carlos Abrahão, fala sobre o encontro e a indústria médico-hospitalar brasileira. "Precisamos ser ainda mais pró-ativos e avançarmos na divulgação da qualidade do que produzimos. Esta ação, com certeza, irá incrementar a relação entre a indústria nacional e os prestadores de serviços que adquirem novos equipamentos", disse Abrahão.


Em sua opinião, em quais aspectos a indústria nacional evoluiu para abastecer os hospitais e o mercado?


José Carlos Abrahão: A indústria médico-hospitalar brasileira, hoje, é uma indústria de ponta, que tem condições de competir em alto nível com a indústria internacional, inclusive pelos valores que são apresentados em termos de exportação. E não estou falando apenas de valores financeiros, mas, fundamentalmente, da qualidade dos nossos equipamentos e materiais, que são competitivos ao mesmo nível - e, em alguns casos até melhores - dos materiais internacionais.

 

Vivemos um momento em que precisamos, a cada dia mais, implementar uma maior consciência nos gestores da área da saúde do Brasil de que é fundamental prestigiarmos a indústria nacional. E digo isto não apenas em relação à qualidade dos produtos, mas também pelo alto nível dos controles implantados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, garantindo excelentes produtos e manutenções futuras melhores.

No ano passado, as importações do setor alcançaram US$ 2,7 bilhões, demonstrando o interesse das unidades de saúde por produtos de outros países. O que justifica este interesse?


Abrahão: Na minha visão, nós precisamos ser ainda mais pró-ativos e avançarmos na divulgação da qualidade do que produzimos. Esta ação, com certeza, irá incrementar a relação entre a indústria nacional e os prestadores de serviços que adquirem novos equipamentos. Além disto, é preciso buscar parcerias com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a fim de termos linhas próprias para novos investimentos.
 
Do seu ponto de vista, quais temas dependem de um debate entre todos os players da saúde para o setor se tornar mais dinâmico e ampliar o acesso aos serviços no país?

 
Abrahão: Na realidade, a saúde lida com a vida e esta complexidade faz com que este seja um setor de prestação de serviços diferenciados. Por isso, requer-se de seus players um diálogo constante. Ou seja, quanto mais vezes os atores estiverem dispostos a se reunir, de forma desarmada, para pensar melhores alternativas para a gestão de saúde, melhor nós iremos proporcionar uma atenção à saúde de nossa população. Portanto, este é um debate contínuo, que exige perseverança sobre ele.

A crise financeira mundial suscitou uma série de debates, inclusive no setor da saúde. Quais conclusões e reflexões que estes encontros provocam na cadeia?


Abrahão: Na realidade, o setor saúde encontra-se muito mais maduro. Com todas as dificuldades que ainda possam aparecer, hoje, é possível dialogarmos muito mais e vislumbrarmos melhores alternativas para a gestão, com o objetivo de melhorar a assistência à população. A crise financeira não é uma situação do Brasil, mas teve reflexos em nível mundial, sobre várias cadeias produtivas.

 

No que concerne à saúde, não chegamos a ter um grande impacto sobre os prestadores. Sabemos que algumas operadoras estão tendo dificuldade na renegociação e manutenção de seus contratos e isto pode impactar, futuramente, nos prestadores, mas, hoje, eu te diria que a cadeia continua até mesmo com crescimento. Podemos visualizar este cenário pelo aumento do número de empregos, além da expansão em determinadas áreas e serviços.

Pela primeira vez, a América Latina irá sediar uma edição do Congresso Mundial de Hospitais. Por que o Brasil foi escolhido?  


Abrahão: Eu acredito que a escolha do Brasil se pautou em um trabalho que demonstrou a importância de uma saúde universal, que atende a 190 milhões de brasileiros e que contém um complexo altamente rico: podemos falar em cerca de 195 mil estabelecimentos de serviços de saúde, quase sete mil hospitais, quase três milhões de empregos diretos e mais cinco milhões indiretos.

 

Além disso, respondemos por 8% do PIB, possuímos 500 mil leitos hospitalares e temos 320 mil médicos. Este é um pequeno raio x do que é nosso setor. Este perfil do setor saúde brasileiro despertou o interesse de lideranças mundiais que gostariam de vivenciar um congresso no Brasil. Os países estrangeiros terão, assim, a oportunidade de trocarem experiências com a gestão da saúde do Brasil, além de conhecerem o parque de hospitais, clínicas, laboratórios e indústria médico-hospitalar e farmacêutica no Brasil.

Quais serão os assuntos abordados no encontro, considerando que os participantes virão de diferentes partes do mundo? Qual a pauta em comum quando o assunto é saúde?


Abrahão: Durante o Congresso teremos a presença de 100 palestrantes das diversas partes do mundo, com um tema falando da "Saúde na Era do Conhecimento", onde iremos discutir, sob uma visão multidisciplinar, a informação, a gestão, os sistemas de qualidade e o resultado do inter-relacionamento entre o setor saúde como um todo.

 

Além disso, traremos uma visão da saúde da América Latina; os princípios de governança corporativa; os impactos da tecnologia neste momento em que a saúde tem um desenvolvimento marcante; o futuro da própria tecnologia da informação; o gerenciamento dos serviços de saúde; as parcerias público-privadas; a experiência da regulação da saúde no Brasil; a presença das cooperativas; a arquitetura; a engenharia e a modernização dos serviços de saúde; além da própria experiência em nível internacional e o impacto das decisões judiciais sobre o setor.

 

Também iremos abranger questões sobre treinamento, profissionalização, recursos humanos, humanização dos serviços de saúde, a interação com os serviços de diagnóstico, laboratoriais e de imagem e, claro, o papel da indústria médica e farmacêutica. Acreditamos que este será um encontro de muita qualidade e profundidade. O debate será enriquecido, ainda, com a presença de um representante do International Finance Corporation (IFC), do Grupo Banco Mundial, que irá discutir novas possibilidades de investimento no setor saúde.

 

 

(Fonte: Abimo - 27/07/2009)

 

 

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