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Fármacos e Medicamentos

Notícias

Especialistas apontam meios para incorporação de novas tecnologias

A introdução de novas tecnologias na área da saúde não pode ser tratada apenas pelo quesito custo. As discussões devem englobar outros valores. Trata-se de aumentar as possibilidades de salvar vidas. A inovação deve sempre ser avaliada pelos benefícios que traz para pacientes e profissionais envolvidos nos procedimentos médicos. Esses conceitos deram o tom do debate "Valor da Tecnologia Médica", promovido pela Associação Brasileira dos Importadores de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico Hospitalares (Abimed), durante a Feira Hospitalar 2009, em São Paulo.

O evento reuniu nomes importantes do setor da saúde. Estiveram presentes representantes do Ministério da Saúde, dos Prestadores de Serviços Hospitalares, dos Profissionais da Saúde e Academia Médica. O encontro foi moderado pelo prof. Dr. Naercio Aquino de Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper/SP.

O diretor da Comissão para Incorporação de Tecnologias (Citec), Cláudio Maierovitch, representando o Ministério da Saúde, falou sobre o valor público da inovação e a dificuldade de se encontrar um método adequado para a incorporação de novas tecnologias. "Sabemos dos benefícios que a nova tecnologia pode trazer para a sociedade, porém são difíceis de equacionar os métodos para se atender às necessidades. É um desafio que envolve aspectos culturais, políticos e econômicos", destacou.

Cláudio Maierovitch admitiu que o Ministério da Saúde possui apenas um processo de incorporação tecnológica, porém este é fragmentado. "Mas, queremos construir um método único de avaliação. Hoje, atuamos de forma reativa, avaliando as propostas recebidas. Queremos identificar quais são os problemas e ações prioritárias de cada área do Ministério e buscar as tecnologias para atendê-los, de forma única, reunindo todos os segmentos da saúde na tomada de decisões de incorporações de novas tecnologias", explicou.

Para o diretor da Citec, o aumento de custos de saúde em ritmo mais rápido que o crescimento da economia é preocupante. O mesmo ocorre nos Estados Unidos, onde a proporção de aumento de gastos per capita com saúde cresce acima do PIB. Mas, "no Brasil, o que mais pressiona o sistema são os medicamentos: em cinco anos, triplicamos o gasto de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões", afirmou.

O representante da Academia Médica, Carlos Alberto Suslik, coordenador do MBA de saúde do Insper/SP e diretor do Instituto Central do Hospital das Clínicas, ressaltou que as ações na área da saúde, principalmente em novas tecnologias, têm que ser tomadas de forma técnica. "É necessário equacionar a qualidade, o custo e a efetividade das ações. Raramente as novas tecnologias de qualidade são adquiridas por um custo menor", afirmou.

Claudio Lottenberg, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, representando os prestadores de serviços da área médica, alertou que a sociedade deveria se mobilizar para cobrar resultados na inserção tecnológica na saúde. "Vamos sofrer uma transição na visão médico-financeira para a medicina de resultado. O paciente deve cobrar para receber o melhor tratamento, considerando uma evidência clínica de resultado, com um custo menor e com segurança. A sociedade está cada vez mais consciente daquilo sobre o que está pagando, comparando, considerando também qualidade e investimento. O segmento da saúde precisa de uma gestão eficiente e de profissionais preparados para equacionar esse problema", disse.

Representando os profissionais médicos, Antônio Bispo Santos Júnior, presidente da Sociedade Brasileira de Videocirurgia, definiu o papel do médico como principal responsável pela incorporação de novas tecnologias no país. "O médico tem um papel de maestro nesta cadeia. Ele rege as novas tecnologias em favor da sociedade. É necessário que o profissional médico esteja cada vez mais preparado para tomar decisões importantes e estar ciente de que tecnologia não é só equipamento e de que, independentemente do valor, a melhor tecnologia é aquela que tem um poder de resolução do problema, com menor risco ou efeito colateral e um custo acessível", afirmou.

O evento mostrou os benefícios e as implicações trazidas à cadeia da saúde pelas inovações tecnológicas, quando suportadas e orientadas por políticas públicas. O presidente da Abimed, Aurimar José Pinto, também enfatizou a importância da parceria com as universidades na produção dessas políticas e a colaboração de seus representantes no debate. "A participação e a parceria com a Academia neste encontro é fundamental, pois acreditamos que as universidades podem e devem desempenhar um relevante papel nesse processo ao construir indicadores de desempenho e conseqüentemente desenvolver políticas públicas que garantam acesso justo à tecnologia disponível", finalizou.

 

 

(Fonte: Maxpress Net - 16/06/2009)

 

 

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