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Fármacos e Medicamentos

Notícias

Artigo: Setor farmacêutico pode enfrentar bem a crise

O ano passado representou um ano muito positivo não só para o atacado, mas para toda a cadeia farmacêutica. Durante o primeiro semestre, registramos números crescentes, com o faturamento de vendas constantemente positivo. Um dos grandes marcos foi o vertiginoso aumento da venda de medicamentos genéricos no varejo. Só no primeiro semestre, a distribuição desses remédios representou um movimento de R$ 554,3 milhões, e a tendência é de que o crescimento continue nos próximos meses.

Esse desempenho registrado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) deve-se, em grande parte, ao bom momento vivido pela economia brasileira, com a elevação da renda do cidadão médio e a expansão do investimento no setor. O País é, no mercado internacional, a bola da vez, por ter uma economia sólida e as estruturas econômicas alinhadas, além de ter um Banco Central totalmente independente. Impossível não citar, no entanto, a crise financeira que se instalou em todo o mundo no fim deste ano. Os efeitos diretos ainda não alcançaram a distribuição, mas alguns problemas já foram detectados. As margens de lucro do atacado estão cada vez mais apertadas, pois o desconto repassado pela indústria é cada vez menor e o custo operacional do transporte dos medicamentos continua alto. O crédito, de uma forma geral, também está mais escasso. E, quando ele é obtido, é mais caro. Diferentemente do exemplo de outros países, o Brasil está pressionando os empresários para que eles paguem a conta desta crise. O recesso da economia do país, como previsto por especialistas, deverá afetar o setor farmacêutico e teremos uma pequena desaceleração.

Transformações e adequações ocorreram no setor farmacêutico durante 2008. A implantação na nota fiscal eletrônica, embora só tenha sido feita em dezembro, exigiu diversos estudos e uma preparação detalhada. A Abrafarma contou com um comitê para realizar esse trabalho em conjunto com os associados, buscando adequações às necessidades setoriais e de custos à ferramenta. A nota fiscal eletrônica é um projeto de extrema relevância, já que por meio dela será possível, num futuro próximo, uniformizar as legislações estaduais do ICMS e coibir a informalidade. O próximo ano será pontuado pela percepção dos primeiros resultados e consequências dessa nova tecnologia. Houve uma maior aproximação entre as entidades representativas do setor farmacêutico, com a realização de reuniões para melhorar o diálogo e alinhar as estratégias de atuação. A coesão entre indústria, varejo e atacado é essencial para o trabalho de fortalecimento às reivindicações do setor e para a discussão de temas relevantes na cadeia produtiva, como o novo sistema de rastreabilidade de medicamentos, a regulamentação da publicidade e o impacto da reforma tributária no setor.

Outras iniciativas importantes permearão as discussões futuras no setor. Recém-implantado na distribuição, o sistema de e-commerce, que integra indústria, atacado e varejo, deve continuar sua evolução e com bons resultados. A ferramenta, desenvolvida pelo IMS Health, otimiza a rotina operacional da distribuição, com uma gestão mais eficaz de pedidos de compras, maior controle sobre emissão e trânsito de notas fiscais e avisos de embarque de cargas. Esse sistema atua em conjunto com a nota fiscal eletrônica, já que todas as transações comerciais passam a ser digitalizadas. Por fim, a Abrafarma atuará, como de praxe, juntamente com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na discussão dos projetos de implantação de um sistema de rastreabilidade de medicamentos. Essencial para a garantia da segurança e autenticidade do remédio, deve possibilitar a identificação individual dos produtos desde a sua produção na indústria até a mão do consumidor, excluindo o máximo possível a ação humana nesse processo, para evitar erros.

Esse panorama norteará todas as operações do atacado, em um trabalho para que as transformações necessárias ocorram, mas que também as dificuldades consequentes da crise alterem o menos possível o ciclo de abastecimento da cadeia farmacêutica. O investimento da entidade e de cada associado individualmente em infraestrutura, profissionalização de trabalhadores e implementação de sistemas altamente tecnológicos é importante nesse processo. A distribuição representa parte essencial deste ciclo e nosso objetivo é abastecer os 55 mil pontos do varejo de acordo com a demanda, que deve continuar em níveis regulares.


Luiz Fernando Buainain, presidente da Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico (Abrafarma).

 

 

(Fonte: Revista Acesso - 05/03/2009)

 

 

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