Rio de janeiro
Agenda Inovação Abril -   Maio    -     Junho   Avançar Voltar 2019 -   2020 Avançar
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • Q
  • Q
  • S
  • S
  • D
  • S
  • T
  • 01
  • 02
  • 03
  • 04
  • 05
  • 06
  • 07
  • 08
  • 09
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30
Fármacos e Medicamentos

Notícias

Fábrica da Novartis terá plataforma flexível de produção

A bióloga Gláucia Vespa afirma não ter medo de agulha. Ela diz adorar o mundo de vacinas e a área de imunologia, campo que escolheu para desenvolver seu doutorado e pós-doutorado. "Produzir vacina é algo muito difícil e complicado; é como fazer uma champagne ou um vinho", conta.

 

Depois de passagens pela Sanofi-Pasteur e GlaxoSmithKline, além de ter sido consultora de Bio-Manguinhos/Fiocruz e a Fundação para o Remédio Popular (FURP), Gláucia foi a escolhida há um ano para montar a área de vacinas da farmacêutica Novartis no Brasil, um mercado no qual o laboratório faz suas apostas no mundo, depois da compra da americana Chiron.

 

Está sob responsabilidade de Gláucia a liderança no País do projeto de instalação de uma fábrica em Pernambuco, no município de Goiana, a 60 quilômetros do Recife, anunciada no fim de 2007. O investimento é estimado entre US$ 300 milhões a US$ 500 milhões, cuja operação inicial está prevista para 2013.

 

A fábrica projetada pela empresa deverá produzir um tipo de vacina bacteriana baseada na tecnologia de glicoconjugação, considerada por especialistas como um dos modos mais eficazes no combate de doenças. "Essa tecnologia garante uma plataforma flexível, permitindo a fabricação de várias vacinas", diz a diretora da Novartis. Segundo ela, pesquisas que vêm sendo desenvolvidas pela companhia poderão ser trazidas para a produção nessa fábrica. A empresa só possui unidades de produção de vacinas equivalente à que será erguida no País na Alemanha, Itália e Estados Unidos - esta última está recebendo aporte financeiro do governo americano.

 

As pesquisas de glicoconjugação começaram a ser desenvolvidas no fim dos anos 30, mas as primeiras vacinas só ganharam mercado na década de 90. Essas vacinas são capazes de proteger ativamente os indivíduos sob o risco imediato do desenvolvimento de doenças bacteriana, como meningite pneumocócica. Poucos fabricantes no mundo são capazes de produzi-las.

 

No início de fevereiro, uma dezena de executivos e técnicos da Novartis viajaram para Pernambuco para estabelecer os primeiros passos do acordo para instalação da unidade. Ao longo deste ano, a Novartis deverá elaborar o projeto executivo da fábrica, assim como a contratação dos primeiros engenheiros e profissionais dedicadas à construção da fábrica, podendo dar início em meados do ano que vem à fase de construção.

 

A expectativa da Novartis é validar os primeiros lotes pilotos de vacina na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2013 e buscar a qualificação da unidade na Organização Mundial de Saúde (OMS), o que poderá qualificá-la para a venda de vacinas ao exterior. "A fábrica combina com a estratégia global da Novartis de não só atender a demanda do governo brasileiro como também de exportação", disse.

 

Glaucia afirma que a Novartis não possui um acordo de transferência de tecnologia para o governo brasileiro, mas salientou que a empresa está disposta a discutir a proposta. "O Brasil possui um dos melhores programas de imunização do mundo, com coberturas de mais de 90% das crianças e mais de 70% dos idosos", lembrou.

 

Governo se empenhou por unidade

 

A instalação da fábrica da Novartis em Pernambuco contou com o empenho do seu principal executivo, Daniel Vasella. Em meados de 2007, ele deu sua palavra ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que traria a fábrica de vacinas para o Brasil - depois de uma pressão das autoridades públicas que já davam como certo que a unidade viria ao País de qualquer jeito embora a empresa ainda estivesse analisando as melhores opções entre os demais países candidatos, como Itália e Cingapura.

 

Antes da decisão pelo Brasil para a fábrica de vacinas, a Novartis escolheu Cingapura para sede de uma nova unidade de produção de medicamentos de biotecnologia. A notícia gerou confusão na época, porque ao mesmo tempo em que Vasella se encontrava na Suíça com o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, para discutir o assunto, um assessor da empresa confirmava que o Brasil havia perdido a fábrica por não respeitar a Lei de Patentes - meses antes Lula havia assinado o decreto licenciando compulsoriamente uma droga antiaids da americana Merck Sharp & Dohme.

 

Entendendo que o Brasil havia perdido a fábrica para Cingapura, o governo brasileiro mandou uma carta exigindo um posicionamento de Vasella. A pressão deu resultado. O executivo da Novartis acabou prometendo a fábrica ao Brasil e cumpriu a palavra convencendo seus colegas no conselho da companhia, colocando-a como um dos seus projetos pessoais entre os inúmeros planos de investimentos da empresa suíça ao redor do mundo.

 


(Fonte: Valor Econômico - 04/03/2009)

 

 

Notícias relacionadas 

 

União Química e Biomm vão produzir cristais de insulina
O Brasil terá uma empresa nacional de capital privado para a fabricação dos cristais de insulina, a matéria-prima voltada à produção do hormônio usado no tratamento do diabetes

 

Francesa Servier inaugura laboratório no Rio de Janeiro
Filial brasileira reúne as atividades de pesquisa e desenvolvimento, produção e direção médica e vai fabricar seis medicamentos. Farmacêutica investe 25% do faturamento em P&D

 

 

Outras notícias de inovação em fármacos

Instituições Associadas

ABIFINA
ABIMO
ABINEE
ABIQUIM
ALANAC
FIEMG
IPD FARMA
SEBRAE