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Empresas aprendem a obter crédito para projetos de inovação

Depois que desenvolveram uma embalagem inovadora para uma linha de protetor solar, o empresário Cláudio Patrick e a sócia Vilma Baptista, da Bauen Plásticos, não querem saber de outra coisa além de inovar. Montaram até outra empresa para se dedicar apenas a projetos de inovação de embalagens - não só para atender à Bauen - e já foram contemplados em dois editais de fomento, um do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e outro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

 

"Inovação é algo muito bom. Com a tampa da embalagem que patenteamos, conseguimos nos proteger dos grandes concorrentes", destaca Patrick.

 

O empresário participou do Programa de Capacitação Empresarial em Linhas de Financiamento à Inovação da Firjan. Quis fazer o curso após o sucesso da embalagem inovadora: uma tampa que dispensa os lacres plásticos de segurança. Com o produto, gera-se menos lixo e economiza-se com PVC, transporte e energia. Após o treinamento, ele e Vilma conseguiram recursos para desenvolver mais um projeto, sigiloso, claro.

 

Segundo Fabiano Gallindo, um dos professores do curso, a história de fomento a negócios no Brasil é recente. Tanto que o programa da Firjan só surgiu no fim de 2007. Mas, com a competição do mundo globalizado e o apelo do tema inovação na mídia, os empresários começam a se interessar mais sobre como inscrever um projeto para captar verba.

 

"Durante muitos anos, os empresários compravam moldes de empresas estrangeiras e os reproduziam. Agora, percebem que, se não fizerem algo diferente para o mercado, a empresa morre", afirma Gallindo.


 

Portfólio do negócio já deve estar pronto, orienta professor

 

Gallindo diz que não é difícil inscrever um projeto, pois os formulários das agências foram simplificados. Além disso, acrescenta, todo empresário deveria ter pronta a segunda parte da inscrição - um portfólio do negócio. Mas a maioria não tem. Já a primeira parte é para falar do projeto em si. Nesse caso, a dificuldade é a falta de objetividade.

 

Alexandre do Nascimento, sócio da Palmetal, metalúrgica que desenvolve móveis para a indústria naval, só foi saber que existia crédito para a inovação com a divulgação do curso. Ele participou do programa e já conseguiu a aprovação de dois projetos na Faperj, um deles de ecodesign. Para Alexandre, porém, não é fácil inscrever um projeto.

 

"Há todo um ritual de preenchimento e corre-se o risco de falar uma linguagem diferente da que as agências querem. Por exemplo, objetivo, meta e justificativa são palavras parecidas que querem dizer coisas diferentes: uma pessoa pode querer casar com o objetivo de ter filhos, com a justificativa de que adora crianças, tendo como meta se casar no fim de 2009", conta.

 

Ricardo do Amaral, sócio da Terratempo Meteorologia, já captara recursos como pesquisador. Mesmo assim, matriculou uma funcionária no curso. A empresa faz parte da incubadora do Laboratório Nacional de Computação Científica, do Ministério da Ciência e Tecnologia.

 

"Sabíamos o que pediríamos à Faperj. Mas as dicas do programa foram importantes para aperfeiçoar a apresentação", conclui.


 

Onde captar verba e como se preparar

 

Recursos

 

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, é mais voltada para grandes empresas, diz Fabiano Gallindo. Micro e pequenas empresas, continua ele, têm mais chance de obter recursos na Faperj. O Senai Nacional também possui edital de inovação tecnológica. Os endereços eletrônicos são: www.finep.gov.br, www.faperj.br e www.senai.br.

 

Dica

 

Segundo o professor Gallindo, Faperj e Finep orientam o empresário a ir à universidade. Ou seja, que os projetos sejam desenvolvidos em parceria com um pesquisador, a ser remunerado com a verba liberada. A maioria das universidades tem fundações, que podem emitir notas fiscais. Muitas empresas mantêm a parceria mesmo após o uso dos recursos, já que o produto começa a gerar lucro quando chega ao mercado.

 

Curso

 

A Firjan vai ministrar um novo curso sobre como obter recursos para inovação nos dias 9 e 16 de fevereiro. Os alunos serão orientados a fazer um projeto de solicitação de financiamento para sua empresa e terão exemplos de propostas já contempladas. Preço: R$ 420 para empresas associadas ao Centro Industrial do Rio de Janeiro (Cirj) e sindicatos filiados à Firjan; e de R$ 600 para não-associados. Inscrições e informações pelo telefone (21) 2563-4187 ou pelo e-mail iel@firjan.org.br.

 

 

(Fonte: O Globo - 25/01/2009)


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